14 de setembro de 2017

Trazer exemplos não nos livra da dor

Dei de presente de aniversário para Bia o belíssimo livro Histórias de ninar para garotas rebeldes que conta histórias sobre mulheres que fizeram/fazem parte da história que não nos é tão dita e combinamos de ler juntas.

Aí que fudeu de vez. O livro é lindo sim, maravilhoso? Também. Mas... traz toda a dor de ser mulher (ou ser preta, de ser politizada, ser de religião diversa da maioria) nas entrelinhas. Não consigo deixar de perceber isso, e me devasta, não tem como não ser. 

É um livro 'para garotas', traz uma leveza nas histórias mas não consigo não perceber algo mais. Quando vi as datas de morte de irmãs que lutavam contra um governo, imaginei o pior (e eu estava certa); quando li sobre uma norte americana que sofria racismo e vi a data de morte sabia que era da época daqueles doentes vestidos de branco (aqui não tem ibope pra esses facistas) doeu e não consegui deixar de me emocionar, a voz ficou embargada, as lágrimas vieram e não pude continuar, parei. Respirei fundo e terminei mais algumas histórias.

Vivemos um tempo difícil, penso no futuro dela, no meu e no das demais mulheres...

25 de agosto de 2017

Depois da dor veio o alívio e orientações da farmacêutica

Geralmente começo meus textos escrevendo o título e hoje não foi diferente, mas fluiu com uma facilidade enorme. Inclusive já troquei o título de alguns textos após escrevê-los. 

A mãe de uma das estagiárias que trabalha comigo me indicou um reumatologista e eu consegui uma consulta com ele bem rápido até. A princípio eu só precisava de um reumatologista para me liberar para as próximas cirurgias (isso aê rs) pois meus ortos disseram que precisavam da liberação, somado a isso tive uma crise que a muito eu não tinha. 

Lá fui eu lépida e faceira pra consulta achando que ia ser mais do mesmo e não é que tive uma surpresa positiva? Meu novo reumato é um querido e aumentou a dosagem do remédio que me acompanha a um tempo e incluiu mais um. Fora que ficou assustadíssimo quando apontei a ele o meu estado de dor quando ele me mostrou a régua (é uma de indicativos) e disse que eu estava para emergência e ficou muito surpreso quando eu disse que já tinha me acostumado a sentir dor (mais pura verdade, infelizmente). 

Na mesma noite comecei a tomar o remédio e no dia seguinte não consegui levantar. Passei o dia grogue, pensei em desistir do medicamento mas resolvi testar mais uma dose. Quarta-feira passei mal: gastrointestinal (ou seja: por cima e por baixo), tontura, sonolência... Aí de fato pensei em desistir, como eu ia ficar tomando um troço que me derruba? Mas atentei para o fato da dor ter diminuído e aí vi um post no face da Mari (minha dinda) "pergunte ao farmacêutico e não ao google", justiça seja feita que eu não tinha perguntado ao google e pior, nem lembrava de consultar minha farmacêutica. É minha né? Afinal ela tem acompanhado minhas medicações a uns anos já. Poderia dizer que ela sabe melhor que eu o que eu tomo hahahaha. Expliquei tudo que tinha acontecido e tal e ela sabiamente disse que era possível sim tudo que estava acontecendo e que eu continuasse tomando para ver se os sintomas diminuiriam ou não. 

QUE BOM QUE EU LI MINHA FARMACÊUTICA! 

A muitos anos não me sentia tão bem com uma medicação. Calma, sofri e ainda tô passando um pouco mal no começo mas a sensação de não ter dor a cada movimento é indescritível. Não sei se os dois remédios pra fibromialgia que estou usando a longo prazo não terão que ser substituídos, mas só sei que hoje é sexta e quero aproveitar toda a não-dor que não sinto :)

18 de agosto de 2017

Motoristas x motociclistas

Calma! Não estou dizendo que é um contra o outro. Estou escrevendo para provar que é possível termos mais tolerância e cuidado com o outro (além do respeito ao amiguinho) quando estamos no trânsito, especificamente de pilotando moto ou dirigindo automóveis.

Ando de moto todo S-A-N-T-O dia! Vou para faculdade, trabalho, médico e o que mais tiver que fazer, eu prefiro ir de moto. Detesto ficar presa no trânsito, odeio ficar rodando pra estacionar e quando conseguir ainda ter que lidar com o amiguinho que não estacionou direito ou pior: pagar uma facada de estacionamento! Também não estou dizendo que não temos (motociclistas) problema para estacionar, sim temos! E muito!!! O amiguinho que parou a moto dele como se só houvesse ele, ou o que encavala na sua moto, ou ainda o tio que fica 'tomando conta' pra gente.

Mas vou contar fatos sobre minhas experiências (poucas ainda, verdade). A um tempo atrás eu andava de scooter (bem petititica) e tive situações mega desagradáveis (senão perigosas) como um idiota num carro sedan importado que bateu o retrovisor em mim - fiquei com tanto ódio que peguei ele na lombada e mandei ele descer se for homem. O cara ficou assustado e caiu fora kkkkkkk (em Salvador nem de brincadeira faço uma zorra dessas). Fora quando não tentam me matar no trânsito todas as vezes que saio de moto rs acontecem sim coisas boas.

Boas atitudes como hoje quando o homem fechou o retrovisor num lugar apertado para eu passar (mesmo assim não dava, mas agradeci a boa vontade - ou medo de eu estragar o retrovisor dele kkkkk), o pessoal que chega pro lado pra abrir o corredor, o motorista de buzu que manda eu passar onde não enxergo direito (não passo pq morro de medo mesmo rs), o motoboy que tá saindo mas vem me ajudar a tirar a minha moto quando estão encavalados nela, o pessoal quando minha moto não pegava se aproximaram pra dar uma mão... Muitas boas experiências sim, apesar de... 

Ontem enquanto eu pilotava e parei no semáforo pensei o seguinte: somos menos 1 na sua frente, no engarrafamento. São os motociclistas que levam sua comida quente em dia de chuva, seu remédio quando sua criança está doente... Somos nós que paramos quando outro motociclista se acidenta e não pela curiosidade mórbida deve ter gente que sim, mas para fazer uma contenção, ajudar a orientar o trânsito, dar uma mão pra quem precisa... 

Vamos nos respeitar, ajudar e amar todo mundo pra facilitar nossa vida? Não digo que é um mar de rosas, mas também não precisamos enfiar as mãos no espinhos o tempo todo né? Um cheiro!
 

17 de agosto de 2017

Não consegui, mas sobre coisa boa também!

Sabe aquilo de você se programar pra não fazer/ler algo? Prometi pra mim que não ia abordar política por aqui, mas está muito difícil. Gente, dói demais ver o que estão fazendo com nosso país. É desesperador, dá vontade de gritar, de ir lá dar na cara desses ordinários... Vou parar por aqui. Fico mega irritada quando começo a pensar em tudo, e só pioro meus problemas.

Vamos falar de coisa boa: livros...  Muitos livros... <3 hoje a Amazon tá em promoção de livros físicos e e-books!!! Fiquei mega feliz (economizei pra caramba e não consegui comprar todos pois esgotaram, shit fazendo inglês na facul, tô me sentindo kkkk!) E ainda descobri um site pra ler livros <3 (se quiser saber, me manda mensagem que te digo rs)

Gente é muito amor em forma de livro rs. 

Comecei a ler um hoje de um filósofo, comprei tem um tempo (esse tal cada dia mais raro) e estou me divertindo, que tempo produtivo esse. Que delícia me perder entre páginas e ideias que me fazem repensar e pensar. O pensamento fica leve, mudamos o foco e vivemos num outro sentido.

Resiliência! Respira - não pira ;)

8 de agosto de 2017

Resiliência hoje. Me repetirei isso amanhã

Estou em crise. Não existencial, crise de fibromialgia mesmo. Percebi ela chegando de mansinho na semana passada. Dores em alguns movimentos, incômodo durante o sono, pra vestir a roupa cotidiana estava sentindo desconforto e pimba! Senti dor até pra respirar no final de semana. Mas quando você acha que tá ruim pode ficar calma que ainda pode piorar... Enxaqueca de derrubar, nausear e enlouquecer veio de quebra.

É difícil explicar pra quem não sente dor como me sinto. Conto com a boa vontade, com a tolerância, o amor... Viver com quem tem fibromialgia não é para qualquer um e sobreviver com a fibromialgia é muito duro, difícil. Requer que tenhamos paciência com a nossa limitação física. Precisamos reaprender a fazer alguns movimentos rotineiros, não podemos esquecer de mudar de posição constantemente e aguardar o outro dia, pois sim, precisamos aguardar a nossa melhora. 

Precisamos guardar os abraços para outros dias, a pele dói. Qualquer contato físico é desesperador.

É angustiante pensar que é uma doença que não tem cura, que têm tantas pessoas que sofrem e não têm como se tratar e há tanto descaso com as nossas dificuldades. Tenho tido sorte com os médicos que estão me acompanhando, sim tenho mais meia dúzia de problemas distintos. Todos têm sido bem compreensivos com a situação e têm dado atenção. Isso é um regozijo para quem tem fibromialgia, ser compreendido e ter sua condição reconhecida.

As noites que deveriam ser tão reconfortantes não trazem alívio. É uma sequência de remédios para tentar: tentar ter um sono descansado, tentar um dia menos sofrido. Resiliência é a única coisa que me resta nesses dias tão mais longos. E que amanhã eu acorde melhor é o meu pensamento de todas as noites. 

Vai um recado para as pessoas (novas ou nem tanto) do meu convívio:

Caso eu não pareça tão disposta ou pareça que não estou te dando atenção tenha paciência. Muitas vezes mascaro com uma risada, uma brincadeira, pois sei que ter alguém do lado só reclamando é terrível. Trabalhar com pessoas já é difícil e ser uma pessoa detestável não melhora em nada nosso dia a dia. 

Paciência também com a minha memória. A doença faz com que eu esqueça de coisas cotidianas e muitas vezes meu esquecimento me coloca em situações desconfortáveis e por isso eu anoto no celular, no computador, no bloquinho, na agenda, na mão... E me relembre se for algo relevante. Agradeço.  

Se eu marcar algo e não aparecer e/ou acabar dando uma desculpa (não espere uma mentira e não entenda como grosseria), peço mais uma vez que me compreenda, posso ter tido tanta dor que não aguentei nem te mandar uma mensagem. Eu me importo com as pessoas e com os momentos mas a doença não. E as crises muitas das vezes são imperceptíveis no começo.

É isso! Hoje estou péssima, ontem acho que eu estava melhor, não lembro rs. Estou fazendo um curso presencial e no meio dele hoje meus braços não respondiam mais, nem com alongamento. Mas sobrevivi e estou aqui, escrevendo e me preparando para fazer mais uma tarefa de mais um curso on line, rs. Que as dores me permitam dormir. Que amanhã seja um bom dia.