13 de fevereiro de 2017

Observações na 'República Curitiba'

Ontem fui pro reggae, digo forró, num local cheio de história a 'Sociedade Operária Beneficente 13 de maio', em outro momento conto ela ou pode dar um google aí. 

Tava afim de fazer algo diferente do que temos feito juntos (eu e marido) e resolvi que iríamos voltar aos bons tempos. Lá fomos nós debaixo de um pé d'água de estragar chapinha não estava de chapinha tá?rs. No salão música eletrônica (não ritmo e sim como estava sendo tocado o forró criatura, se acalme) e tudo arrumado pro forró comê no centro.
Bebemos, conversamos, rimos muito e aí começou a bagaça. Triângulo, zabumba, sanfona e...baixo! Nada de preconceito😒😒😒 Nós no bom e antigo bate coxa, mela cueca e o povo no forró universitário 😨 e aí começamos a observar algo novo pra gente, a galera dança roça, se esfrega, ô diliça e quando vc acha que o povo se achou rola um abraço um beijo no rosto e TCHAU! 😳😳😳😳😳😳😳 

P-R-E-C-I-S-O entender. Sou de um lugar ou seria época? onde vc encaixou legal no forró, colocou o rosto/testa, fechou os olhinhos é pq tá gostoso, tá no suadouro unido, ficava junto até terminar a zorra da festa. Não tô falando de se pegar também vai mas a galera dança, roça e... NADA! Separa no fim da música, um abraço constrangido ao meu ver e cada um pra um lado. Fiquei ficamos na verdade chocada com a diferença ou forma nova de dançar forró. 
Aí vieram as elucubrações: seríamos nós de outra geração? seríamos nós baianos muito sexuais? seriam as diferenças culturais? ou seria apenas um modelo da nova onda gratidão?  Hoje me surgiu uma nova opção: será por conta de assédios que tá rolando esse movimento diferente? 

Deixa eu explicar com calma. Na época que eu ia pra forró era assim: rolava o olhar, a chamada pra dançar e se não encaixasse ou não gostasse da outra pessoa no final da música saia, agradecia a dança e finito. Durante a dança nada de rostinho colado, nem olhos fechados, muito menos rala coxa pesado. Nada de ficar roçando em quem não se tem interesse.  Mas o que vi ontem não foi nada disso. O pessoal junto que nem eu, toda encalacrada no mela cueca, e no final nem um beijo de língua
Fora que pra mim forró (era uma homenagem a Dominguinhos) é naquela pegada 'pé de serra', 'arrasta pé' de raiz. Pegando carona na modinha atual não esse forró 'nutella' kkkkkkkkkk. Tô com as pernas doendo das porradas que levei naqueles passos do povo de gira pra um lado, pro outro... é dança de salão caralho? Sou tradicionalista e conservadora pra meu forró, assumo. E nada me dizer que estou sendo chata, acho lindo o povo dançando forró universitário, mas pra mim não num espaço onde a qualquer girada vc vai atingir alguém que não tem nada com sua dança. 

E pácabá? FORRÓ NO MEU NORDESTE É DUCARALHO PORRA!

9 de fevereiro de 2017

Segura que lá vem madeira! Nada, é chuva mesmo

Frase célebre de uma música pagodão de sei lá qual década.

Mudei, matei uma aranha horrível, passei noites em claro por causa disso e tô aí. Seguindo o fluxo da vida.

Ah, e agora ando de moto, digo scooter! Raspando a pedaleira nem pedaleira tem, a loka por não saber usar a bichinha direito. Quero fazer curva que nem em moto, descendo. kkkk Nem tente imaginar a cena de uma criatura imensa que nem eu numa bicha pequena que nem a minha scooterzinha. O nome? Não esqueceram que eu adooooro dar nomes pras coisas né? Então, Viúva Negra kkkkkkkkkk. Pequena e perigosa. Sim, eu morro de medo de aranhas, mas a "viúva negra" não é assim? Então adotei pra minha primeira scooter. Sigamos.

Pra quem é motorista e parte pra pilotar moto/scooter a sensação é estranhíssima. Imagina que você está acostumada a dirigir, meter entre os carros, fazer cara feia mentira, mando beijo e desarmo os  mais bravinhos rs e mostrar suas habilidades no trânsito de repente se sentir como um bebê que está aprendendo a andar? Pois além do medo de estar pilotando da forma mais correta ou seja, mantendo-me viva e segura você passar por todas as inseguranças sobre aquilo que já te alertaram e que está cansada de ver no trânsito. Pessoas que não ligam seta, que brecam sem sentido, etc.

O medo de pilotar na cidade é único. Não tem comparação com pular de algo alto, ou mergulhar ok, não é meu esporte preferido rs. É saber que não basta apenas você ter plena ciência de como vai fazer aquilo da forma mais segura e certa, não basta contar com seus instintos, precisa de sorte! Infelizmente é isso mesmo. Sei que muitas pessoas são como eu, que olho pra ter certeza que não tem ninguém no meu ponto cego quando vou fazer fazer uma conversão (não confiando apenas no retrovisor), que quando estacionam e vão abrir a porta do carro se certificam que realmente não vem ninguém, que dá seta até em rua deserta... mas e os que não fazem essas coisas? É aí que mora o perigo. É aí que me sinto desprotegida apenas com capacete, jaqueta, luvas e botas. O marido sempre diz que na moto nosso corpo é o para-choque e não tenho como discordar dele. Tento me proteger da forma que dá, ou seja, usando equipamentos de proteção e ficando muito atenta. E é uma delícia sentir o vento rs.

 Mas como desistir não é opção, vamos em frente e com cuidado nas curvas ;)








29 de dezembro de 2016

Antes que seja o fim

A mudança já foi com nossas vidas para o Paraná. Nossas vidas continuarão por aí, longe e perto, lado a lado a quilômetros de distância.
E de Ilha Solteira? Levarei saudade. Pouquíssimos amigos, boas lembranças, boas histórias e uma experiência fantástica. Reaprendi que muitas vezes o lobo se esconde em pele de cordeiro aguardando para colocar as garras de fora.

Alegrias, tristezas, com calor, com frio, mais um cachorro, ausência, depressão, fibromialgia e muitos kms na conta. Esperança é a palavra de Ilha Solteira. Não assistiu/leu Comer, Amar, Rezar? Sinto muito rs.
Esperança de voltar pra casa, de saber que estavam todos bem, de reunir a família, de tentar melhorar as condições, a saúde... Sempre com muita esperança de mais e melhor.


Vi um grupo escoteiro ser criado com a força dos amigos que tanto acreditam no movimento - Sempre Alerta!
Tive que exercitar o respeito ao máximo, tempos difíceis de política trazem à tona pensamentos muito diversos aos nossos. Mas seguimos juntos em frente, buscando cada qual o que acredita ser o melhor para si e para os outros, isso não nos afastou mas correria e atividades sim, o carinho permanece.

Tive que aprender a administrar 2 casas, manter o foco, cuidar de tudo e todos mesmo tantas vezes longe. Aprendi a aceitar que nem tudo está ao nosso alcance por mais que nós façamos melhor aquilo

Foi meu primeiro dia das mãe sozinha. Foi a última apresentação na escola no dia das mães. Não a vi ganhar a medalha no Soletrando, nem a da OBA. 
Tempo de aprender a ser resiliente. Aprender que a vida segue mesmo quando não estamos ali.

Casamos né? Ilha jamais sairá da nossa história também por isso. Fiquei linda, sem modéstia alguma rs. Ganhamos 2 dindinhos. Acampamos, sorrimos, choramos, viajamos muito nessas estradas de São Paulo e vivemos...


Obrigada a cada um que faz parte dessa história. Aos que ficaram pelo caminho, até nunca mais se depender de mim.

Ilha Solteira te amo!

19 de dezembro de 2016

Lua de São Jorge

Lua de mel, super lua, lua de São Jorge...
Mar de manhã de tarde e de noite, sal, sol e suor...
Mergulho...
Praia...
Cerveja...
Vinho...
Sorvete...

Foi lindo ;)

9 de dezembro de 2016

Extudo






Trabalhei no saudoso Extudo no Rio Vermelho. Um dos melhores restaurantes que conheci. Um delicioso molho madeira, parmegiana, carne de fumeiro e outros. Apresentei meu mundo ao meu companheiro. E seguimos juntos, lado a lado, muitas vezes só virtualmente.


 De lá pra cá foram 13 verões, esse é o 14º que passamos juntos. Sempre com muita farra, disposição e companheirismo.
Uma criança que traz a felicidade, literalmente, e que sempre digo que é o nosso melhor 'não projeto' juntos.
De Armandinho e Margareth a Liniker, passando por Alcione, Raça Negra, Filhos de Gandhy, Ilê Ayê e muitas outras coisas. 
Da Bahia ao Paraná com paradas estratégicas no DF, no MS e em SP. 
Já perdi a conta do número de casas, mas não de cidades, em que passamos juntos ou não nesses anos todos. Quantos km rodados então? O mundo fica pequeno quando moramos separados. 
Mesmo longe os objetivos continuam em comum, respeitando sempre a individualidade, e a vontade de buscar o melhor nos junta mais pra frente.
Canso de responder como vivo tão longe e como mantemos a relação assim. Simples, nos escolhemos. Estamos juntos porque queremos e não por necessidade e/ou obrigação. Conseguimos nos manter presente na vida um do outro mesmo distantes fisicamente. Foi um café com leite e pão com manteiga na cama. Foi uma liberdade maior naquele primeiro encontro. E seguimos assim. Nos descobrindo e nos amando.
Não rolou os votos estamos no Fora Temer juntos rs mas teremos outras oportunidades. Afinal o dia de hoje é um presente. E as noites também.
Obrigada a todos pelas ligações, lembranças, mensagens. Não lembrava o quanto é gostoso sermos tão amados.
Obrigada família que fez questão de estar presente <3
Obrigada nossos dindos Mari e Vagner <3 (e os dindinhos Tatá e B). 
Obrigada minha amiga, fisioterapeuta e massoterapeuta Roseli Leite por me deixar menos quebrada não estou falando do cóccix povo.
Obrigada a todo mundo do Spaço Cortê por me deixarem diva mesmo eu encarnando a Fiona 1h depois rs Paula e seu sonho de ter uma noiva de unhas vermelhas realizado, Victor e a maquiagem com direito a bocão vermelho, meninas dos bebêlos e Sérgio apertando meu juízo a cada 30 minutos dizendo que eu tava muito relaxada e ia perder a hora do casamento,rs. Fábio Bezerra pelas fotitas, obrigada.
Obrigada aos coleguinhas que ajeitaram as próprias férias pra eu conseguir casar sem esculhambar o setor rs, Ed e Leane, chefinha Flávia beijo também <3
Bia de mamãe e papai que estava 2h antes do casamento pronta, mais ansiosa que a noiva, que carregou as alianças e fez segredo com mamãe pra surpreender papai, OBRIGADA patinha de mãe <3




Mãos de Bia. Alianças da Allianze. Unhas de Paula (Spaço Cortê). Foto Fábio Bezerra.
Mas meu obrigada em especial é pra empresa Allianze que brocou muito me atendendo. Aceitaram fazer uma nova aliança (troquei as que tínhamos, já compradas com eles 1a antes) em menos de 2 dias úteis. Caramba, vocês arrasaram muito. Fiz a surpresa que queria, muito obrigada, vocês não tem ideia da alegria que nos proporcionaram e de como serão sempre citados por mim como exemplo de empresa no tratamento com seus clientes. Parabéns!