18 de fevereiro de 2015

Vamos um dia nos reencontrar

Sim, vou sentir falta de detalhes da região. Tucanos cruzando a estrada. 

Araras na grande maioria em par voando e fazendo muito barulho.
Dos amigos tão queridos, feitos numa fraternidade tão linda. 
Tão imorais #sqn piada interna.

Aquele mato no horizonte 'reto', plantação de cana ou de churrasco.



Saber que mais 'pra cima ' tem o pantanal, ou mais 'pra fora' a maior capital do país (leia-se onde tem tudo, inclusive família).



Mas deixar minha filha e meu cachorro é o mais difícil. Ela por ser parte de mim, ele por amar todos sempre, incondicionalmente.



E as noites serão mais longas. Os dias custarão a passar.



E o que dizer dos 'meus meninos'? Meus filhos de fim de semana? Não acompanharei de perto a progressão deles, nem seu desenvolvimento. 
Mas jamais esquecerei das tropas, de quão importante são e de como conseguem ser tão melhores a cada encontro. Cada elemento tem pra sempre um tiquinho de mim, ou serei eu que terei eles em mim pra sempre? Sempre Alerta!



E o convite inesperado? Grata Gabriel e Ana Laura, não recusaria jamais a honra que me deram, mas os caminhos da vida alteraram o nosso percurso. Sirvam sempre alerta!



'...Quem sabe um dia amigo eu volto a te encontrar?... '



'...Não é mais que um até breve, não é mais que um simples adeus, bem cedo junto ao fogo voltaremos a nos encontrar...'



15 de fevereiro de 2015

Longe é lugar

Que existe sim!

Nem me venha com essa de que 'ah Mari...', não! É longe mesmo.

E quando você já começa na pegada rocker do processo? Não basta morar a centenas de quilômetros, tem que barbarizar.

Primeiro retorno pra casa já foi aquela agonia com direito a falar pro bróder da rodô 'eu vou sair daqui nem que seja a pé'. Esqueceram de me avisar, após 3 visitas à rodoviária, que é necessária a compra da passagem com pelo menos 2h de antecedência. Como assim??? Eu não tinha comprado não por desleixo, mais acima afirmei que fui 3x na bendita, mas por não saber que dia ia viajar.
Enlouqueci e rodei a baiana. Ali já sabia que minha chegança já tinha marcado àquela região...não me guento! Risadassssss

Não haveria direto pra casa, mas pra 260km de lá... Claro que eu ia, já estaria em Sampa, aí me viro. Mas o buzu não ia entrar na rodoviária a menos que conseguíssemos fazer o motô me enxergar fazendo sinal na porta da rodoviária pra ele entrar à esquerda e parar na rodoviária. Sim, isso mesmo que você leu... após ter trocado de roupa no banheiro da rodô após um dia de trabalho sem banho, eca ainda ia ter que laçar o buzu na BR. Oxi, qual o problema disso? O buzu entrou e lá fui eu pra o primeiro trecho de uma looonga viagem.

Arranjei uma psicóloga social que ficou trocando ideias horas comigo sobre as questões do mundo e assim chegamos após 12 horas na minha primeira parada. 

'pelamordedeus motô libera aquela roxa que preciso comprar a passagem que o buzu sai daqui 20 minutos' já nem lembrava do tempo mínimo pra comprar a dita cuja, mas ali eu sabia que o buzu ia entrar.

Arranjei outra figura. 'Calma menina, vai dar certo, vou lá trocar a minha passagem que é pra esse mesmo ônibus, deixa a mala aqui com meu filho pois é lá em cima o guichê'... e nessa paz lá fui eu com a criatura comprar minha passagem. Aí o susto, a fila estava imensa. Perguntamos se poderíamos passar até que um rapaz explicou que o ônibus só sairia quando liberassem de lá do guichê, ufa!

Quando comprei a passagem ouvi o rapaz da empresa informar que a minha tinha sido a última daquele horário, outro só dali 10 horas! 

Me agarrei na sorte, afinal depois da próxima parada só faltariam mais 60km pra chegar em casa.

Descemos mais calmas e conversando muito. Chegamos para colocar as malas no ônibus e ouço o cara que estava conferindo as passagens 'iiiii esse é menor, vão faltar 4 lugares, erraram o modelo do ônibus'. Juro que nem entendi de tão cansada e ansiosa, mas o motorista explicou que teríamos que enfrentar coisa de 2 horas em pé ou sentados no corredor ou aguardar mais 3 horas pra chegar outro ônibus com a quantidade certa de lugares. Eu, uma das prejudicadas disse que queria ir pra casa apenas e aguentaria sentada no corredor. Todos que iriam aceitaram, reclamando,mas aí seriam no meu caso 5 horas a mais...não, eu precisava ir embora!

Um rapaz cedeu o lugar e sentei, quando um brutamonte ignorante começou a reclamar de que ele havia comprado a não sei quantos dias, que era direito ir sentado, que não deveríamos aceitar. Aí eu cansada e irritada não me dei e questionei o motivo dele esperar todos entrarem no ônibus pra reclamar, que deveria ter feito antes e tivemos uma curta discussão passando por 'meu dinheiro é igual ao seu, concordo que nosso direito era sentar, podemos reclamar na ANTT...' até que levantei e disse a ele 'se o problema é a cadeira, sente, pois quem já está a 12 horas na estrada e quer chegar sou eu, vc acabou de sair de casa e já está tão cansado, pode sentar...' 

E avisei que ninguém ia descer, sentei no meio do corredor!

2 horas depois chegamos em Dracena, um pessoal desceu e eu sentei. Chegamos em Andradina e minha jornada tinha quase terminado...
Marido me buscou e viemos pra casa. 

Longe existe, mas estou temporariamente de volta pro meu aconchego ;)








9 de fevereiro de 2015

É cedo, ou tarde demais...

'...pra dizer adeus, pra dizer jamais...'

E foi assim. Longos anos escrevendo sobre coisas sem sentido ou não, com humor e muito mal humor, desabafos, angústias e frustrações. Houve bons momentos. Amor, saudade, alegrias, comemorações... Dicas, e nisso me tornei quase especialista.

Agora terei que definitivamente diminuir o ritmo, quem sabe até parar o doida de casa. 

Lá trás quando me senti perdida no meio de uma várias função que jamais teria imaginado exercer um dia mãe, dona de casa, esposa o blog serviu de apoio. Meus amigos sempre estiveram por perto, pude aprender tanto e desmistificar tanta coisa que nem sei mais se perdi ou ganhei durante esses anos.

Ganhei ter minha filha por perto mais tempo e poder acompanhar com mais cuidado seu desenvolvimento como se pra isso eles precisassem de pais pra isso
Aprendi que não precisamos nos matar pra limpar pra ter uma casa feliz
Que por mais organizada que eu tente ser, é na bagunça organizada que mantemos pequenas lembranças. 
Aprendi a ter cachorro, amá-lo e ser muito amada por ele.
Aprendi a receber as pessoas em casa e gostar de tê-las por perto.
Aprendi a respeitar o tempo das coisas.
Aprendi que ninguém é suficiente sozinho.
E que ninguém é insubstituível.

Uma nova etapa está começando para mim nós. E teimo em tentar me precaver contra imprevistos. Mas o que será que vai acontecer? Não sei. 

O Sul... daqui a pouco já posso dizer que morei em todas as regiões do país. Só faltará o Norte.

Serão aproximadamente 870km traduzidos em 15 horas e 40 minutos de ônibus de um lugar que pra mim se chamará saudade

Mas vou lá só trabalhar. Minha casa continuará sendo aqui em Ilha Solteira, São Paulo, juntos dos meus. 

Fui buscar a música que insiste em tocar na minha cabeça e não segurei o choro, afinal Canção da despedida pra mim tem mais que um sentido... 

'Pra quê perder a esperança de nos tornar a ver...

Não, peraê, é a outra...

'Já vou embora, mas sei que vou voltar. Amor, não chora, se eu volto é pra ficar. Amor, não chora que a hora é de deixar...'


Me espera que eu volto logo, e sempre!
Bia, cuida da vovó.
Nero, ame todos bastante.

30 de janeiro de 2015

E quando você se dá conta

Que vai ter que deixar tudo. Esquecer o conforto da família. Ser forte na hora da partida. Enfrentar seus medos e fraquezas sozinha.

Não tem como evitar que escorra uma lágrima ou uma enxurrada delas

Aí você percebe que nunca, nunquinha, ficou só. Que sempre teve alguém ao seu lado. Que por pior que tenha parecido, nada, absolutamente nada, se parece com o que se desenha hoje.

Quando falo/escrevo sobre o que vou passar muito em breve, sinto os músculos do meu ouvinte/ledor se retesarem. 

Antes eu ficava, aguardava o retorno. Hoje sou eu que vou. Que terei horas pra chorar, imaginar o inimaginável e aguardar o improvável.

Fé? Sim eu tenho, senão não iria. Medo? Claro! Quem não tem? 
Me peguei pensando em pessoas que viajaram além mar e ficaram bem. Me apego nisso. 

E ser consolada por quem sempre consolei? Pessoas tão distantes que vibram positivamente, após se recuperarem do susto, para que seja feito o melhor por mim? Ou melhor, por nós! Ler lindas palavras, sentir um afago via mensagem... 

Mas é isso né? Levantar a cabeça, engolir o choro, enxugar as lágrimas e aguardar que o melhor está por vir.

22 de janeiro de 2015

Construção

Quando decidi ir com marido pra onde ele fosse eu não tinha muitos planos pessoais individuais. Apenas a nossa família me importava.

Dificuldades, cansaço, uma graduação e 4 anos depois cá estamos. Bia com 8 anos, mamis morando conosco, 2 estados depois... Depois... o que será o depois?

Aguardemos. Fé e esperança me movem.