18 de setembro de 2016

A dor que dói menos

Perdi pra dor. 

Uma semana sem meu remédio pra fibromialgia, que também é antidepressivo, e não aguento mais. Juro que tentei, mas não durmo, as dores estão acabando com minha tentativa de levar uma vida menos mal humorada. E uma vontade de chorar que não tô dando conta, tá demais.

O que vai será complicado é conviver com a dor do estômago até sair o resultado da biópsia e descobrir além de hemorragia e afins o que tenho e qual o tratamento.

Preciso criar coragem pra ir no ortopedista e ver se o cóccix está machucado mesmo adoro me iludir rs e se a pancada de ontem na mão diz algo mais, se meus joelhos já podem voltar a me aguentar numa pedalada ou corrida sei que voltar a jogar vôlei é lenda e em que grau está a condromalácia oremos e se o derrame derramou. Só rindo mesmo. Ah, tenho que ver meu tornozelo. Será que rola de tirar os pinos e a placa? Tenho sentido dor ali também, fora o inchaço. Peraê, o ombro! Será que a tendinite e a bursite estão menos pior?

Ah, minha enxaqueca... não consigo, é minha mesmo. Preciso de um neuro pra saber se preciso trocar o remédio, a dose já aumentei pois não tava mais fazendo efeito. Sei que não deveria, mas...

E tem ainda a... o... também tem... ah, falta... Prefiro nem ir olhar o fígado que tenho medo rs...

Mas se eu controlar a fibro juro que me sinto melhor. Queria voltar a nadar, a pedalar e ser feliz rs.

Entendeu? Não tente me julgar nunca. Além de não entender, vc não passa pelo que eu passo. E se passar, senta aqui, bora conversar, mantenha a calma que eu te entendo.

Sabe o que eu queria mesmo? Tomar todas e esquecer de tudo isso. Mas não posso porque pra me recuperar de uma ressaca levo uns 3 dias e fico mais fudida que antes, além da culpa kkkkkkkk

É tanta coisa que vamos por partes. Primeiro me livrar dessas dores, depois volto pra falar mais ;)


 

13 de setembro de 2016

Ah, sei lá

Que setembro complicado minha gente!

É mudança de data de prova de última hora e com isso meus michelzinhos gastos a mais. É contratempo me fazendo gastar michelzinhos extras...

Desde que decidi encarar a Pollyana como assim vc nunca ouviu falar desse livro? Reveja seus conceitos rs este mês têm sido o mais complicado e tirado minhas forças e paciência. Gente do céu, é um povo burro, mal educado cruzando meu caminho. Coisas estranhas pra ruim acontecendo... sei não. Mas, contudo, entretanto, todavia, creio que vai melhorar Pollyana feelings total agora.

Pense numa pessoa que teme a procrastinação! Prazer, eu! Mas ela me abraçou de um jeito que não consigo soltar. Antes eu tinha motivos pra não terminar a pós, estava em dedicação total para alguns concursos que eu ia/vou fazer, mas com a aproximação do término do prazo da pós tá batendo um desespero chato e conhecido. E setembro pra completar tá voando minha gente!!!

Demanda de um mundo de coisa, mas não tô dando conta de fazer o que é imprescindível. É pós, concursos, atividades, roller quer dizer, patinar kkk, trabalho, prova de Bia aqui... 

Algumas decisões que poderão mudar algumas coisas.

Então, lembrei de um livro sobre Economia Solidária bacaninha, tô lendo. Mas também tô lendo o livro que veio lá de Foz especialmente pra mim da biblioteca emprestado mas tá valendo. E tem 2 livros que tô lendo no e-reader, ou não? Agora fiquei na dúvida rs.

Ah! Sabia que começa mês que vem o horário de verão? 

Tô dizendo...rs

31 de agosto de 2016

Façamos uma primavera

Antes de 31 de agosto de 2016 quando ia chegando setembro sempre cantávamos aquela música do Beto Guedes 'Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos...', mas hoje estou mais pra Game Of Thrones e seu eterno e sombrio 'Winter Is Coming'.

Li pouca coisa durante o dia pra não ficar pior. Mas uma profunda tristeza insistiu em me invadir e me preencher de tal forma que até fome eu perdi. Achei por vários momentos que é a saudade dos meus, mas não. É a certeza de que teremos que usar a conjugação de um verbo que também indica tristeza. 

Hoje antes de sair para o trabalho lembrei que estava na mesma fase da Bia. Terminando o antigo primário (hoje fundamental I) e via meus colegas do tão aguardado ginásio irem para a manifestação pelo impeachment de Collor. 1992 foi o ano em que ele se acovardou e fugiu como um rato. Como se hoje não fosse H A H A H A! Lembro da grade que nos separava por sermos muito 'crianças' e eles como 'mais velhos' iriam participar de algum ato. Lembro da expressão no rosto de um amigo que trago até hoje, Danilo. Era uma alegria, uma euforia de participar de algo tão grandioso... E passei o dia me perguntando como explicar o que está acontecendo pra minha filha. Como dizer a ela que uma mulher que não tinha culpa enfrentou corruptos, ladrões, estupradores, torturadores, coronéis e não baixou a cabeça, não se vendeu e com isso foi declarada culpada?

É um misto de tristeza e pena o que sinto. Pena por ter tanta gente acreditando que agora o Brasil vai dar certo. Pena pelos mais pobres que serão durante golpeados, e pelos emergentes da classe média merda que vão cair em si em algum momento, pois não fazem parte daquele 1% mais rico desse país. 

E o medo me assombra. Medo de mais retrocesso nas nossas garantias trabalhistas, medo dos inquisidores e dos fiscalizadores de fiofó alheio. Estamos seguros em dizer/escrever o que pensamos? Podemos chamá-los de torturadores, ladrões, estupradores e assassinos da democracia livremente?

Por isso a partir daqui eu opto por um verbo e não um substantivo. Querida, não estará sozinha na batalha. Se eu cair, cairei atirando!

EU LUTO!



27 de agosto de 2016

Bicho do mato

Jamais me imaginaria assustada com a cidade grande. Poxa me mudei tanto! Justamente a terra fria me assustando?

Mas dia após dia buscando meu espaço, fazendo novos contatos, descobrindo paulistas (nos atraímos mesmo) e me adaptando à nova vida.
Sempre digo que visitar é diferente de morar, depois de quase 2 meses aqui tenho mais certeza disso. Não, não estou dizendo que não gosto daqui, continuo apaixonada pela Gotham.  

Entrei pra Liga de Roller Derby (esporte de contato sobre patins quad - aquele tradicional) mas ainda não manjo dos paranauês sobre rodas, mas curto as tardes de sábado com esse grupo que é super acolhedor (tem até mais uma nordestina! Uma recifense bem querida).
O pessoal do trabalho também me faz muito bem. Minha chefinha é um doce (de abóbora, que ela adora rs), meus colegas de setor são super gente boa (e até engraçados quando parecem durões) e ganhei uma nova amiga muito querida que trabalha no pedagógico, uma psicóloga (sempre tenho uma por perto hahahaha) com uma mega família e ainda têm cachorros! Não canso de me surpreender.

Estou tentando ir pra yoga no parque* nos finais de semana mas ainda não rolou, ou é reunião do sindicato ou chove, mas amanhã vou tentar de novo (ou hoje, acabei de olhar o relógio rs) se eu acordar a tempo. Não vou me cobrar nada, durante a semana acordo às 5h e final semana é para relaxar (não à toa que dei um grau no meu cafofo hoje).

Tudo isso ajuda no controle da fibromialgia (lógico que rolam mais de vários remédios e vitaminas rs) e me ocupam a mente.

Tenho ido ao cinema durante a semana que é mais em conta e mata minha saudade... como amo ir ao cinema sozinha! rs. Não que eu não ame os meus, mas se tem algo que gosto e faz parte de mim é ir ao cinema sozinha.

E os próximos planos? Se souber me conte, mas sempre teremos novidades, afinal a Terra não para de girar ;)

*Yoga no Parque



31 de julho de 2016

Festejar ou ajustar a vela?

4 anos desde a primeira postagem.

De lá pra cá já mudei 5x de casas, cidades, estados e mais vezes ainda de ideia.

Cheguei onde o sonhei a 6 anos atrás. Morar em Curitiba! Saldo disso? Muito prazer e muita frustração.


Ter tudo!!! E ter opção pra tudo! Isso é o que mais me encanta em voltar pra uma cidade grande. Seja opção de mercado, de farmácia sou narcodependente sim, ou já esqueceu da fibromialgia?, comprar orgânicos, comidas deliciosas...

O lado ruim? O medo. Medo de ser assaltada, medo de estupro, medo de sair à noite. O medo é o pior. Mas não se engane, eu não sou frouxa e nem flor que se cheire. Outra coisa que me surpreendeu negativamente morando em Ctba, pegar buzu. Gente, é F$&@#$ mesmo em Curitiba! Funciona, mas é complicado. Aquela onda dos tubos é de deixar a gente tonto. Mas tô me virando com um app o Moovit. Às vezes ele erra o horário do ônibus, mas geralmente funciona bem.

Outra coisa que aconteceu que P-R-E-C-I-S-O compartilhar. Nunca imaginei que ia me sentir constrangida em entrar em algum lugar. Já fui em restaurantes, hotéis e festas vip's (tenho bons contatos,rs) mas entrei num shopping aqui e quase girei nos calcanhares, explico.

Programei minha sexta pra ir no dentista de manhã, almoçar no shopping que é caminho e seguir para uma consulta. Até aí beleza. Desci do buzu e vi o dito cujo. Me lembrou o de Ribeirão Preto com muito vidro etc. Vi que o movimento estava fraco pra hora do almoço mas... Passei por 2 (duas) portas automáticas e um me deparei com um vão e um silêncio...Olhei para os lados vi algumas pessoas e lojas e mais lojas de grife. Digo novamente: LOJASSS DE REVISTA DE FAMOSOS E RICOS!

O que passou na minha cabeça na hora? Não ia ter uma praça de alimentação pra classe merda que nem eu. Passado o susto inicial, não tive coragem de me aproximar das vitrines pois sei que ali iam ter itens básicos pelo preço do meu salário bruto já com gratificação e transporte. Pra me incomodar mais ainda tinham carros expostos (Ferraris, BMW's, Audi's...). 

Sabe outra coisa que aconteceu? Os seguranças me acompanhavam com os olhos o tempo todo. Não estava desarrumada mas era a única afrodescendente no shopping. A não ser as pessoas que estavam de segurança, na limpeza... Mas não me intimidei por não estar com calça de marca, nem casaco da moda... fui dando uma volta (procurando uma escada rolante,rs) e vi uma loja de departamento mais phyna em promoção, entrei sim! Olhei, e quando saí tinha um segurança na porta me olhando. Segui meu rumo e subi a primeira, a segunda e avistei uma marca mais popular e vi a placa da praça de comida. Subi e tcharãããã! Muito lugar vazio, ok, mas tinha lanchonetes e restaurantes com preços de shopping mesmo. Escolhi, comi e fui dar outra volta pra matar  horário. Dava pra bater baba no shopping de tão grande e tão vazio que estava em plena sexta-feira em horário de almoço.

Vamos aos fatos:

Sim, sinto que sou discriminada, as pessoas me olham estranho muitas vezes inspiro medo/receio.
Sim, puxam a bolsa pra perto quando me sento, ou passo próximo.
Sim, seguranças me acompanham com os olhos (ou tão de perto que se assustam quando viro e dou de cara) dentro de lojas.

Mas...
Sim, existe amor em Ctba.
Sim, existem pessoas maravilhosas.
Sim, são fechados, mas nada que uma gracinha (ou leseira) não amoleça um coração aqui, outro ali.
Sim, é frio.
Sim, tem flores/sakura pelo caminho.
Sim, escolhi viver aqui.


Sim, aceito o que vier pra minha vida.