27 de fevereiro de 2011

Juro que não foi numa leiteria...

Olá pessoas!


Me afastei do blog esta semana pois era tanta coisa que não parei 1 minuto. Mas tá certo, muro das lamentações é atravessando o oceano.


O que quero mesmo é escrever sobre os que entram na nossa vida. Os que vão se agregando e fazendo parte. Os que escolhemos e dividimos até a alma. Os amigos pra mim são a coisa mais importante dessa vida. Não, não estou "desfazendo" da importância de pai, mãe, irmãos etc. Só quero escrever sobre os meus amigos, todos eles.


Mudei muito de casa, desde pequena. Saímos do interior de SP para Salvador, depois fui pra Vitória da Conquista, Salvador e hoje Ilhéus. E ainda tenho a expectativa de que irei mudar mais, até que gosto e me acostumei. Fiz e deixei muitos amigos pelo caminho. De Arujá, onde tinha uma coleguinha de escola que não me recordo o nome mas tenho foto, até os mais recentes incorporados, todos fazem parte do que sou hoje.


Acredito que não surtei até hoje, justamente porque sempre tive pelo menos um deles disponível pra mim, seja pelo telefone às 3h da madrugada, seja pela internet às 5h da manhã, sempre tem alguém, ali, comigo. Lembro na época do Cefet quantos amigos eu fiz. Quantos...alguns já se foram, por imprudência, por maldade, todos deixaram saudade! E como dói quando é por maldade, ou seja lá que nome tenham dado pra o que aconteceu. E estávamos lá, os amigos, no momento da despedida...um de nós falou: a nossa foto nunca mais estará completa!... Não fui forte o suficiente pra vê-lo naquele momento. Ou fui forte para apenas guardar a imagem do amigo sorridente que encerrava sua participação ali, e nos unia mais uma vez...


Várias pessoas passaram pela minha vida, mas algumas tenho uma ligação especial. Dizem que conheço muita gente, e é verdade, mas de amigos não fecho numa mão. Tenho companheiros de farra, de momentos especiais, mas amigos, daqueles pra madrugada são poucos, mesmo acreditando que muitos dos que estão na minha vida também se disponibilizariam a me atender qual fosse o motivo.


Também sou daquelas pessoas emotivas, que se ressentem, que guardam mágoa, mas também que aceita que somos diferentes. Mas jamais, JAMAIS, diga alguma coisa dos meus amigos. Todos com os defeitos que tiverem, são MEUS! Não darei espaço e não admito que digam qualquer coisa sobre eles. E dessa forma perdi uma pessoa que era minha amiga, mesmo que estivéssemos juntas apenas nos momentos mais importantes da vida de cada uma. Acreditava que mesmo ela passando por uma "Instituição forte", seu caráter e lealdade não mudariam, mas me enganei, e doeu. São perdas irreparáveis estes amigos, mas fazer o que?


E os amigos que incluímos graças a uma outra pessoa? As pessoas que adentram às nossas vidas por causa de alguém? O marido me trouxe pessoas maravilhosas, que ficarão na minha vida, se assim permitirem, pra sempre. Hurrrruuuu, ganhei um monte de gente boa pra continuar a caminhada.


Muitos amigos foram pra longe...mas estão tão ligados a mim que não sinto   esses milhares de quilômetros nos separando. Sinto a falta na hora da festa, onde quase sempre estariam ali, comigo, mas sei que as vibrações são tão fortes que os "vejo" naquele momento. E tenho alguns que são de longe, mas já fizeram surpresas maravilhosas :-)


Fiz uma amiga virtual, real, que existe e que esteve ao "meu lado" na hora do parto. Obrigada Carol!


Na faculdade fiz amigos maravilhosos também...farras maravilhosas hein? E as discussões sobre política? Hummm quantos disabores...


Ah, não posso esquecer de umas amizades que fiz numa situação complicada, dentro de um ônibus viajando pelo país e que nos unimos mais depois, graças a Economia Solidária, mas aí é outro assunto...


E tenho um lema, não conheci meus amigos bebendo leite ;-)







17 de fevereiro de 2011

E aí topa um acordo?

Olá pessoas!


Hoje estou morta de sono, Bia ficou ontem com a pálpebra do olho esquerdo parecendo uma fogueira, logo imaginei que viria um terçol, marquei médico e passei uma boa parte da madrugada acordando para verificar se estava tudo ok. De manhã, olhos vermelhos e eu preocupada não levei ela a escola. 


Como em Ilhéus os médicos se acham aparentados de Deus, como já realtei antes, nenhum aceita emergência e não abre exceção, queria muito ter dinheiro e dizer "fiquem aí que levo ela em Salvador e volto ainda hoje", mas como a minha realidade não permite, lá fomos nós para Itabuna, de carro. A médica excelente, super atenciosa, calma, me passou muita segurança, e quando se trata de filhos doentes é o melhor que se pode querer.


Bia quando era pequenina tinha uns repentes, sofri um bocado até ela fazer 1 ano. Pense em exame, Bia fez. Ecocardiograma, eletrocardiograma, eletroencefalograma, ultrassons, sangue, etcetc. Tudo por conta de uns desmaios, de ficar toda roxinha e pimba, desmaiar e ter que ser reanimada. Quebrou clavícula com 1 ano e meio, partiu a boca, princípio de pneumonia e por aí vai...mas ainda bem que cresce e fica boa, ou pelo menos fala o que tá sentindo,rs...E nós mães de 1ª viagem aprendemos que nem toda febre é caso de emergência ainda mais que lá pode ter crianças com doenças piores, como meningite e expor sem necessidade nossos pimpolhos.


Pois bem, ontem de manhã dona Beatriz acordou reclamando de dor nos olhos, aparentemente não tinha nada e foi pra escola. Quando fui buscá-la o que me chamou atenção foi como a pálpebra estava vermelha e daí o desenrolar tá lá no início. O dia foi complicado e lá fomos nós cedo pra Itabuna, além de ser uma cidade feia, muito fedorenta e desorganizada, pra mim, eu precisava chegar no horário. GPS na mão lá fomos nós, chegamos bem, fomos atendidas por uma médica de quem gostei, não entupiu Bia de remédio e só disse que pode ser uma conjutivite bacteriana, ela frisou bem o "pode ser", mas pediu para acompanhar atentamente (como se uma mãe não ficasse em pânico, olhando de 2 em 2 minutos o filho doente ironia) e ligasse pra ela, e para voltar na 2ª feira. Quando expliquei que precisava rodar de carro por 40km até chegar lá ela respondeu que poderia voltar caso Bia não melhorasse. 


Aí fomos ao megahiper minishopping de Itabuna, é sério, é uma cruz com umas 30 lojas, sendo 1 banco, o HiperBompreço,a Americanas e a Marisa, mas está passando por uma ampliação e terá mais 50 lojas, vai ficar imenso, hihihihi. Pelo menos no mercado de lá eu encontro quase tudo e o melhor, os congelados realmente estão congelados. Quando conseguimos sair de lá olhei o relógio e eram 17:50h mas pra minha sorte aqui anoitece por volta das 18:30/18:40h e vim na estrada preocupada em chegar logo, pensando em como seria bom ter a possibilidade de um acordo com "Deus, Jhá, Jeová..." para que nossos filhos sofressem o mínimo e nós sentíssemos o que eles estão passando.


Não sou nenhuma beata, muito menos altruísta, mas sou mãe. Lembro quando via Bia no hospital chorando com os olhinhos compridos, sentia como se estivesse me culpando por estarem furando e tirando o sangue dela,  como eu chorava. Nunca segurei ela para os exames, nem pra tomar vacina. Me acovardo completamente. Hoje imagino o sofrimento de minha mãe ao me ver numa cama de hospital com infecção renal sem poder fazer nada. Tenho certeza que qualquer mãe que passou por uma dor de um filho doente, mesmo que tenha sido uma gripe, deixou de dormir e se manteve firme até que ele voltasse a ficar bem. Somos mães afinal. Quantas noites fiquei em claro com Bia por causa de suas gripes, febres, antes de uma prova importante na faculdade? Perdi as contas. 


Mas ouvir de minha pequena no meio da estrada de que ela quis ficar igual a lua, e que por isso nas férias em Salvador comeu muito queijo pra engordar e ficar redonda igual a lua cheia de queijo me faz querer viajar até onde não imagino para curá-la e ouví-la sonhar. "Mãe, a lua tá acordando junto com as estrelas pra iluminar, é hora da gente ir com o sol pra dormir..."


Dica: quando Bia nasceu estava em lançamento uma chupeta com espaço para colocar o remédio e com um furinho no bico. O marido se arrependeu tanto de não ter comprado, ele quem dava o remédio na boca de Bia, imagine,rs.

14 de fevereiro de 2011

E quando bate o medo?

Olá pessoas!


Queria muito ter a regularidade de escrever aqui, mas como também desejo mantê-lo agradável e interessante (pelo menos pra mim) preciso dessas oscilações. Afinal todo mundo é bipolar, bemmm lá no fundo todo mundo, é agora que minhas amigas psicólogas me matam hehehehe.


Mas tá, vou escrever sobre outra coisa também relacionada com a mente, o medo. É algo que nos paralisa, mas que também nos faz ter reações inesperadas. Lembro da primeira vez que Bia bateu a boca e partiu, que susto. Mãe de primeira viagem passa por cada uma. Estávamos morando numa brevíssima temporada em São Marcos (tão breve que durou 2 semanas, mas é outra história) e a reação que tive foi de sair com Bia no colo direto pro Hospital São Rafael, numa frieza de espírito que não tenho no dia a dia. Só pra ter ideia, eu, nos 15 dias iniciais, não dava banho em Bia por medo de afogá-la, que também é outra história. Mas sempre que é necessário protegê-la sinto a força de ser mãe, viro bicho sem lei.


Essa introdução coruja é pra contar o que me aconteceu em Salvador neste final de semana e vou dizer, achei que ia morrer de fato. No sábado à noite fui fazer o tal exame chamado polissonografia, que é um horror a começar pelo nome. Fiquei péssima, me encheram de fios, me mandaram não virar e depois um "durma tranquila". Nem querendo né? Depois de dormir aos pedaços sempre achando que ia me embolar nos fios a enfermeira mui delicada adentra a sala às 5:30h e começa a arrancar tudo, aquele monte de esparadrapo do rosto, uiiiii. Belo começo de domingo hein? Saí correndo pra ir embora dormir uns minutinhos antes de Bia acordar e eis que me deparo com a situação mais inesperada da minha vida. 


Na altura do Aeroclube vejo de longe um carro parando na rua e ficando atravessado, quando olhei pelo retrovisor só tinha eu na rua, meu coração disparou e a mente entrou em turbilhão, o que é aquilo? Aquela fração de segundos que parecem horas, desceram do carro dois homens armados, não entendo de arma mas eram grandes, "vestidos" de policiais, pisquei pra tentar entender e agi no impulso, entrei na rua à direita que corta aquele pedaço ocupado. Fiquei com medo, depois de entender o que eu tinha feito já esperava um tiro. Não é drama, mas aquela expressão de "ou dá o...ou cai na..." foi perfeito pro momento. 


Passei devagar pois o quebra mola é gigantesco e olhei de canto de olho, não lembro o que vi, mas o carro deu uma batida violenta embaixo, o que me assustou mais ainda, acelerei não olhei pra trás até chegar na casa da minha mãe. 


Depois de me afastar a cabeça começou a doer, senti a rigidez do corpo e a respiração apertada, nem chega a ser ofegante de tão pouco que respirava... Não sei o que era, se eram policiais em um carro de civil, lembro que vi um homem saindo pelo lado do motorista sem farda, se era tentativa de assalto, não sei. Mas me assustou muito, me senti naqueles relatos de assalto no Rio de Janeiro e já imaginei o tiro vindo. Não tenho medo de disparo acidental, bala perdida, mas imaginar que você pode ser o alvo não é nem um pouco agradável.


Pode ser maluquice minha, mas em Salvador eu ando com medo e em alerta sempre! Evitava sair com Bia para lugares onde não pudesse estacionar em local seguro, ou pago estacionamento ou fico em casa. Conheço pelo menos uma dúzia de casos assustadores de mães com filhos, alvo fácil. Mas não deixei de viver, apenas com muito mais cuidado para não entrar para as estatísticas. Recebi o diagnóstico de estar desenvolvendo a Síndrome do Pânico e assumo, tenho medo mesmo e se puder evitar atitudes de risco, principalmente com Bia junto, evito. 


Essa é uma das vantagens de morar no interior, por mais complicado que seja, por mais limitado que seja, a sensação de segurança é muito superior do que numa capital como Salvador. Ontem mesmo, fomos jantar, passear na pracinha, ficamos sentados conversando, olhando Bia brincar no pula-pula...acho que essa paz de espírito não tem modernidade que pague.

9 de fevereiro de 2011

Dificuldades de quem mora no interior!

Olá pessoas!


Estou tentando regularizar minha vida, arrumar a bagunça, limpar os cantos e aparar as arestas, mas mesmo assim sinto as dificuldades de morar aqui, no interior da Bahia.


Tentando marcar os médicos pra fazer o check up anual, ficar de boa, afinal estou andando pra num futuro próximo correr, e pra o coração não parar, como boa hipertensa que sou, lá vou eu fazer o que se recomenda. 


Mas pra minha surpresa os médicos daqui trabalham apenas quando querem. Explico, você liga, pergunta se o médico tal atende mesmo o seu plano, após a confirmação, pergunta qual o dia disponível. Resposta padrão: "A senhora pode vir no dia tal  a partir das 7h, que abre o consultório, é por ordem de chegada." Até aí ok, mas teimo em fazer aquela pergunta, que horas o médico chega? Então meu mundo vem abaixo, por volta das 9h, 9h30min, ah e ele só atende 12 pessoas. Uma resposta tão comum por aqui que nem me surpreendo mais se ligo para as outras 3 clínicas que atendem meu plano e ouço coisas do mesmo tipo. 


Beleza, médicos "meio" marcados, vamos sair para o mercado. Sim, tenho que atravessar a cidade para comprar num mercado aparentemente melhorzinho, que não desliga o freezer à noite e o iogurte que compro para Bia não estará podre, tem o pão integral que não é emborrachado, os frios são fatiados e não cortados da largura de um dedo, as carnes estão na cor e temperatura certas, etc, etc, etc. 


Parece que sou insuportável né? Só um pouco. Já que vou gastar uma grana no mercado, porque aqui é mais caro, que seja num local pelo menos limpo e com o ar condicionado e freezer funcionando, ou alguém pensa mesmo em dar iogurte quente pra uma criança???


Mas no resto tenho algumas vantagens, ãnh, é...pera que vou lembrar, calma! Ah, temos barracas na praia, a nossa preferida não toca pagode/axé e coisas do tipo, o preço é justo, o caranguejo é delicioso, a cerveja sempre "(# de foca", mas também tem problemas. Domingo a partir das 16h não tem mais caranguejo, o que pra nós é um ponto negativo, é que adoramos final de tarde na praia. 


Lembrei de outra coisa a escola é mais barata, as frutas são mais baratas... Juro que vou listar a partir de agora o que temos de bom e de ruim. É isso, as dores e amores de morar no interior.











7 de fevereiro de 2011

Tenho cachos e daí?

Olá pessoas!


Desde que me lembro, brigo com meu cabelo,  ou melhor, brigava. Já cortei, raspei, alisei, relaxei, pintei, "progressivei" e nada! Simplesmente nada me deixava de bom humor com ele.


É o seguinte, meu cabelo sempre foi cacheado e muiiito cheio. Não é cheio de ficar armado não, é daqueles que nunca desarmam, é diferente. Resultado? Fazia como a maioria das garotas/mulheres que possuem cabelos assim, vivia com eles presos. E vou te contar, morro de calor, logo pra cortar todo é "daqui prali". 


Na gravidez raspei a cabeça. Estava no 5º mês e sentia o suor escorrendo, pingando de verdade. Até que estávamos, eu e marido, na casa da sogra e eu decidi cortar. Ele ficou meio contrariado, mas diante do meu desespero, cedeu. Raspei "na 4" a cabeleira e tomei banho, hummm os pinguinhos no "coco", escorrendo pela nuca, ai delícia :)


Depois cresce, sempre fui dessa natureza. Nunca liguei o suficiente para os cabelos. Ano passado bem que tentei ser lisa. Fiz a escova inteligente, depois a progressiva e vou dizer, é legal pra caramba, é super prático, mas não tem graça nenhuma. Me senti MADE IN CHINA uma cópia, mais uma na multidão. Não vou negar jamais que me senti bem, mas depois do 2º mês não aguentei.


Quando chegou dezembro do ano passado, encontro uma amiga queridíssima, a Renata, mãe da Clara, esposa do Gaúcho, numa agonia por causa da Timbalada, 1º ensaio, aquela coisa eufórica (compreendo bemm) toda de cachinhos! Lindona! Arraso. Pense numa mulher altona, negra, linda e toda cacheada, morri na hora né, rs... Perguntei o que "tinha sido aquilo", ela me levou ao céu. Pera que tá ficando estranho, deixa eu explicitar, simplesmente temos um salão só pra nós!!! Nãooo, não pra mulheres altas e lindas (como nós), mas sim pra cacheadas e crespas, aceitam homens também, mas nós somos o público número 1.


O tal salão chama-se Beleza Natural que tem unidades espalhadas pelo RJ, ES e tem esse em Salvador, que fica no Largo do Tanque, um bairro periférico, próximo ao bairro mais negro de lá, a Liberdade, que pra mim tem tantos encantos que prefiro não começar a descrevê-los, cito apenas o "Mais Belo dos Belos" , o Ilê Aiyê . O bloco carnavalesco mais lindo, mais emocionante e negro do mundo! Lá vou eu "me indo" de novo...mas sim. Lá no Beleza Natural, eles tem todo o cuidado com a nossa cabeleira. Fiquei encantadíssima com o atendimento, que vai desde uma entrevista inicial, onde todos que te atendem dizem o nome e explicam T-U-D-O que estão fazendo até a loja, onde adquirimos os produtos Cor Brasil, que é a marca própria.


Nessa minha visita pra conhecer, levei marido, saí de lá cacheada novamente, com os cabelos curtos, com toda a linha de tratamento pra mim e pra Bia, marido cortou o cabelo e pronto, felizes para sempre! Esta semana vamos lá, Bia e marido pra cortar e eu pra adquirir meus produtos, afinal é muito cabelo.


Fica a dica: Beleza Natural para cuidar dos cabelos cacheados e crespos. Em Salvador fica no Largo do Tanque, do lado do posto de combustível, perto da subido do Curuzu. O telefone de lá é 3389-7744.



4 de fevereiro de 2011

Ok, vamos às dicas! Gravidez, bebê e afins.

Olá pessoas!


Este tema é totalmente dedicado a quem me incentivou a começar a escrever o blog, a mãe da Bela (segundo Bia, tia Nile) e que me fez um elogio lindo via MSN e que não irei escrever pois morri de vergonha, uma coisa minha, não sei lidar bem com isso.


Sempre fui viciada em informações, já inclusive pensei em ir pra área de comunicação mas ainda bem que desisti, acho que marido não iria suportar. Pois bem, quando me descobri grávida, após 3 exames de farmácia + 1 ultrassom + 1 Beta HCG (exame de sangue), me convenci do fato e coloquei a mão na massa, fui em busca de muitas informações sobre o que estava me aguardando.


Durante a gravidez, entre 2005/06 o Orkut estava em alta e lá busquei várias informações, bem como em revistas e sites sobre o assunto. Muitas comunidades legais, muita grávida ao mesmo tempo...uma loucura, mas não, você não está doida, e nem todo mundo está grávida ao mesmo tempo, é apenas uma coincidência ok? Inclusive neste período fiz amizade com uma pessoa maravilhosa, a Carol de Poços de Caldas - MG, minha cumadre virtual, mãe da Alice, uma princesinha da mesma idade de Bia, que faz aniversário agora em fevereiro! Não nos conhecemos pessoalmente, mas foi uma pessoa essencial na minha gravidez e presente até hoje, te amo "cumadre"!


Tem duas comunidades no orkut que foram muito úteis e fiz boas amizades, não irei citar todas as mães/filh@s senão acabo esquecendo, mas vamos lá, o GMB - Grupo de Mães da Bahia e o Clube de Mães da Bahia. Lá marcamos encontros, mostramos os babies, trocamos dicas...cheguei onde queria. 


Eu conhecia o sling de nome e por fotos, um pano que sempre achei o máximo pois carrega o bebê de uma forma mais carinhosa, no meu ponto de vista, até que no primeiro encontro que fui com Bia e marido, e lá estavam elas, várias mães de sling. 


Eu babei muiiito até comprar o meu no site www.babyslings.com.br com a Bettina, uma pessoa super educada que tirou todas as minha dúvidas e foi muito paciente comigo, obrigada! Guardo o meu até hoje, mesmo não querendo mais filhos, tenho um "apego sentimental" a ele de uma forma muito legal, até marido usava! Tinha a coisa chata de perguntarem o tempo todo "tá machucando? Isso não faz mal?" Não, não faz mal, é lindo, nos deixa muito mais confortáveis e seguras para as saídas, principalmente sozinhas, que vamos combinar, carregar menin@, sacola, bolsa e muitas vezes uma comprinha, é dureza. 


Bom, pra não deixar este post muito longo vou parar por aqui, mas vou continuar postando as minhas experiências durante esses 5 anos (gravidez+Bibia).


Um beijo grande Tia Nile, Belinha, minha cumadre virtual Carol e minha afilhadinha linda Alice!


Fica a dica: Sling pra mim só da www.babyslings.com.br 





3 de fevereiro de 2011

Experimenta que eu quero ver se você guenta!

Olá pessoas!


Fui fazer um teste hoje com a minha panela de pressão. Sim, eu confesso, minha culpa, minha máxima culpa, não sei usar uma panela de pressão, simples assim! Sempre sonhei em ter a minha, mesmo quando a ideia de ir para a cozinha não me agradava.


Cresci vendo panelas de pressão nas casas das tias, ouvindo pelas escadas dos prédios que morei, sentindo o aroma saindo delas e como lá em casa nunca fomos de comer muito feijão então deixei no meu imaginário o sonzinho "tchitchitchi" que ela produz quando "pega a pressão".


Marido, como bom marido, viu meu desespero nas primeiras tentativas de colocar a panela no fogo e sempre me ajudava, até que soltou aquele comentário - é melhor você só usar quando eu estiver em casa - que faz qualquer mulher retada toma uma decisão: porque justo eu não consigo? Carreguei filha no ventre, aprendi a dirigir em Salvador, pego a BR 101 com a filha no carro (expressão tipicamente local, que significa: dirigo numa estrada perigosa. Tá como todas as outras, mas deixe eu "me sentir"), faço depilação e vou ser dominada por uma PANELA DE PRESSÃO? Mas nem que eu tenha que deixar de ser eu! Fui à luta, fazer o que né? Colocou meu lado masculino da disputa para fora, agora guenta!


Fiz o que sempre faço, coloquei as carnes de molho cedinho. No final da tarde fomos aos mercado pois hoje é dia hortifruti mais barato e comprei meus temperos, cebola e pasmem 3kg de tomate para 2 pessoas em 1 semana, no caminho de volta marido perguntou o porque de tanto tomate, eu expliquei que tinha que fazer bastante molho para alimentá-lo! Voltando ao assunto, chegamos em casa e ele me lembrou que hoje é dia de "baba", eu feliz da vida só faltei colocá-lo pra fora, mas ele não entendia (não era eu que ia explicar).


Até que começou a minha saga, corta temperos, coloca no mini processador, não cabe, corta, não cabe, ajeita daqui-dali e pronto, tempero todo picado. Dica da Tia Ná: Pica todo o tempero verde e coloca numa vasilha tampadinha na geladeira que dura direitinho. Tirei a casca da cebola, do alho, tudo no mini de novo. Frita bacon, cebola, alho, joga as carnes e frita um pouco, joga o feijão (branco) a água e... aí começou o meu suadouro! 


Fechar a panela de pressão, aguardar, baixar o fogo, tirar a pressão e ter a coragem de abrir de novo. Ai meu euuuu, o que faço? Fácil, corre para o "deus" google e para os amigos na net. No twitter o meu querido amigo @almeida021 um RP de primeira, ficou me sacaneando, retuitou, uma beleza! Mas vamos ao fato, deixei 20 minutos, depois que começou fazer tchitchitchi e começa a rodar o pito devagarzinho, baixei o fogo e esperei...os minutos mais controlados e longos da minha vida! Desliguei e fiz o que sempre sonhei, fui tirar a pressão, peguei o garfo de churrassco, o grandão, e levantei o pito - tchtchtchtchtch bem alto, tomei um susto e larguei tudo :) mas depois peguei de novo e fui soltando a pressão. Coloquei o garfo sobre a alça e fiquei de longe observando, pensando em como todas as panelas de pressão da minha vida me fizeram chegar aqui, e um desafio, lógico. 


Ah, o marido chegou do "baba" e disse: "que cheirinho bom..." Quando olhou pra mim perguntou: "o que aconteceu? Mari, o que você fez? Se queimou?" Aí levantei o braço e disse orgulhosa que sim que foi quando a vasilha do feijão branco escorregou e acabei encostando a minha mão na beira da panela e com isso tenho a minha primeira queimadura na panela de pressão! Abri a panela e descobri que 20 minutos não são suficientes para o feijão branco, tive que cozinhar mais uns 10 minutinhos, mas valeu! 


Foi emocionante usar uma panela que vivia no imaginário da minha infância!




P.S.: Descobri que preciso de um marcador de tempo para cozinha.

2 de fevereiro de 2011

Rio Vermelho, a oferenda e a minha fé.

Olá pessoas!

Hoje o dia de minha Mãe, a Dona do Mar, a Rainha, a Sereia, ODOYÀ Yemanjá...e pela primeira vez eu não estive no Rio Vermelho, o que não impediu que eu mantivesse a minha fé e a minha oferenda de todos os anos.

Ano passado comprei Seu presente no RS onde estava a trabalho, um lindo barquinho azul. Este ano, ciente da necessidade que se faz em preservar a Sua casa, o mar, fiz o que sempre faço, apenas flores e agradecimentos. Fomos à praia, entreguei as flores e caminhamos um pouco, no final da tarde, foi lindo!

Antes eu pedia, e muito. Mas entendi que o pedido é só mais uma forma de mentalizar as minhas necessidades, que é uma coisa que apenas "eu" posso fazer. Então comecei a integralmente agradecer. Agradecer pela minha saúde e dos meus, as oportunidades que aparecem para trabalho e as demais coisas da vida, inclusive as dificuldades que são superadas e enfrentadas, e não vejo como provação da minha fé.

Agora, o mais engraçado de tudo, foi ligar pra Bia de manhã e ouvir que ela foi para praia, será que foi manter a tradição?

"Dia 2 de fevereiro é dia de festa no mar..."

1 de fevereiro de 2011

Yes, eu tenho um mini processador!

Olá pessoas!

Sim, como boa dona-de-casa que me torno a cada dia precisava de um aparelhinho que ajudasse a minha saga. Vamos combinar que eu gosto de tecnologia, novidades etc, mas tecnologia de cozinha é TUDO!

No almoço perdi a paciência com a carne moída que precisava "se descongelar" aos poucos no refrigerador e marido com sua esperteza leu minha msg (que enviei ao seu celular) e me trouxe um franguinho assado, que descobri não ser da padaria, mas de um restaurante especializado em frangos e parentes, que pra mim estava muito salgado, ah, sou hipertensa e tomo remédio todo santo dia, voltando, sobrou um pedação, mais de meio frango.

Não me dei por tranquila, não suporto desperdício de comida, resultado? Utilizei o tal aparelhinho que disse ali em cima. Um mini processador que compramos no final de semana.

Explico, eu não posso ter espremedor de batata comum, digamos que sou uma pessoa pouco delicada, eu já consegui entortar 2 (o.O) Pensou no problema? Pois sim, voltando ao mini, quando eu o vi me apaixonei, pelo preço então, coube certinho no atual orçamento justo, justíssimo!
Minha 1ª dica de cozinha eficiente ;) tô gostando da brincadeira hein...

Não quero, não vou e...tá eu faço.

Olá pessoas, estou nervosa!

Mas como uma pessoa que mora num interior que o máximo de engarrafamento é por 20 minutos no dia fica nervosa? Oxi, ficando oras! Um calor infernal, uma TPM insuportável e uma carne moída que resolveu se rebelar e não descongelar, o que será do meu almoço? Eu que não gosto de cozinhar, não ia messsmo cozinhar e resolvi, tudo em prol de uma vida mais saudável, aí descubro que a carne moída tá de sacanagem, arghhhhh.

Tudo bem, você pode até perguntar porque não um prato sem carne, mas o negócio é que aqui somos todos carnívoros, nem que seja pra enganar, tem que rolar uma carninha/franguinho no almoço e hoje eu queria moída! Simples.

Adoro celular, marido ligou e informou que trará o frango assado de padaria (que ADOROOO), que eu tinha pedido via msg tinha um tempo, achei que ele nem tinha visto, agora lá vou eu, feijão no micro-ondas para descongelar e arroz integral! Mãos a obra.

P.S.: O mal humor temporário passou ;)