20 de março de 2012

Vou aqui...

Olá pessoas!


Bom estou me ausentando um tempo. Cirurgia de vesícula, biópsia do fígado, joelhos machucados, faculdade e concurso. 


Só isso tudo.


Fique tranquilo/a volto logo, enquanto isso nada de aprontar por aí tá? 

16 de março de 2012

Até me canso, às vezes!

Olá pessoas!

Tô cá estudando e resolvi compartilhar uma resposta que dei ao fórum da matéria "Fundamento de Ciências Sociais". 

A pergunta: "A que devemos atribuir o recrudescimento de ideários do século XIX em pleno século XXI?". 

Sei que não sou formadora de opinião, mas dentro de tudo que já vi, li e vivi me sinto bem a vontade para escrever sobre.

A minha resposta:



Ideias preconceituosas são difundidas a todo momento pela mídia de massa e sempre encontra quem concorde com ela, além das religiões, que excluindo e taxando de diferente consegue arrebanhar mais seguidores. Ser diferente do padrão é algo difícil de ser aceito, muitas vezes por não ser compreendido. Por qual motivo quando alguém está aguardando sangue/órgão não perguntaquem é o doador? O padrão compelido por décadas era de que a família do comercial de margarina era a ideal. Que a opção sexual correta, reproduzida incessantemente pelas novelas, é a heterossexual, sendo que esquecem que na Grécia antiga os garotos eram iniciados na vida sexual pelos homens mais velhos. O preconceito só serve para afunilar a visão de quem o tem.
A quem interessa a minha opção sexual, se não a mim e a quem está comigo?

A quem interessa o meu credo, se não a quem professa sua fé junto a mim?
A quem interessa onde eu nasci, se não ao governo para emitir meus documentos?
A quem interessa como eu ganho meu dinheiro, se não o banco para saber se há fundos na minha conta?
Sou preconceituosa sim, mas com quem tem preconceito. Não admito nenhum comentário de repulsa a qualquer cor, credo, opção sexual e quiçá origem.
O tema abordado é visto nestes vídeos que compartilho aqui:
Esse é do filme O Pai Ó uma cena onde a personagem de Lázaro Ramos diz a de Wagner Moura algo a se pensar sempre
E esse é de James Martins, colunista baiano, que leva às ruas de Salvador/BA a seguinte pergunta: "- Você prefere um filho viado ou ladrão?"

15 de março de 2012

Amor é agridoce!

Olá pessoas!







Li algo lindo hoje e como estou pura sensibilidade vou copiar aqui e escrever um pouco sobre...







Se é do Dr. Drauzio mesmo não sei, mas que é lindo isso é. Me lembrou de uma vez quando adolescente conversando com um ficante (paquera) acho que hoje se diz peguete, mas como o termo não me agrada deixe eu no meu ar retrô sobre 'namorar ou não'. Lembro nitidamente de ter dito que não queria ninguém pra ficar por ficar, como eu ia contar o que acontecia se não teríamos vínculo nenhum?! Quem nunca gostou de beijar e beijar e ser beijada e ser beijada? É bom. Mas sempre preferi o vínculo, o ter alguém para dividir, olha que sou filha única ;)

Hoje a clareza daquele momento vem à tona com as coisas que vira e mexe acontecem comigo. E aqui vai uma declaração de companheirismo, cumplicidade, amizade, fidelidade, lealdade e amor! Muito amor!

Quando descobri a gravidez, marido esteve ao meu lado, no parto, na recuperação, nos cuidados com Bia, sempre ao meu lado.
Nas minhas mudanças de humor (culpa da TPM) e crises de ciúmes, marido estava comigo, me acalentando e acalmando.
Nas minhas milhares de idas aos hospitais, ele estava ao meu lado, sempre segurando a minha mão e dizendo 'vai passar'.
Nas minhas mudanças de rumo, acertando o prumo, mudando de desejos, desejando sempre mais e mais, ele sempre está ao meu lado.
Na emergência de uma cirurgia ali estava ele ao meu lado 'calma, você dessa vez vai ficar boa de vez, fique tranquila, eu ficarei aqui com você, não precisa ter medo'.

E qual o desejo de uma mulher se não o de ser amada completamente? 
Na beleza e nos quilos a mais?
Na saúde e nas emergências cirúrgicas?
Na farra e nos momentos de quietude?
Na cumplicidade da educação de seus filhos?
Na troca de olhares onde as palavras não precisam ser ditas.

Acredito que o amor é isso, a certeza de que não se está só. 

Por isso não posso deixar de agradecer a marido,  que mesmo sem juramentos oficiais está comigo na alegria e na tristeza, na falta de grana e na bonança, na saúde e na doença, me amando e me respeitando e como dizia Vinícius de Moraes: que seja infinito enquanto dure e que dure para sempre!

12 de março de 2012

Vai doer?

Olá pessoas!

Cá estou no hospital aguardando para ser operada amanhã de manhã. Pelo menos o sofrimento com as crises na vesícula vão acabar, mas ai...

Aparentemente estou bem e tranquila, mas só eu sei o quanto essa aparência me custa. Quando cheguei aqui ontem, eu não conseguia ficar sentada/deitada de tanta dor que sentia. Quando o porradão fez efeito me acalmei temporariamente  e comecei a observar os outros doentes.

Vi como nós mulheres aguentamos a dor com mais resignação, e olhe que eu não aguento dor pelo menos eu achava isso e fico logo agoniada. Tinha uma senhora com apendicite e subimos juntas, ela rindo como se nada tivesse acontecendo eu também, fiquei me distraindo o tempo todo, eu curtindo com tudo que acontecia, menos em terem me deixado mais de 16h com fome. Isso não tem amor e paciência que me segure.

Ela operou hoje, eu serei operada amanhã, o médico veio conversar comigo e qual a primeira pergunta que fiz? Posso comer??? Ele liberou até 24h! Iuuupiiii

Ah! Já ia esquecendo. Quando subi exigi uma suíte com vista para o mar e dei a sorte de ter uma.

Se estou com medo? Mas é claro! Ou existe alguém em plena faculdade mental (adoro essas frases de efeito, rs) que fique sabendo que será furado, tirado um órgão, cortado um pedaço de outro e não se importe nem um pouco? Tenha dó!

Mas é isso aí. Vou aqui enjoando com os cheiros do hospital e ficando com raivinha da comida olhe que tá melhor que a R.A. passada pelo nut.

Não vejo a hora de voltar pra minha casa e retomar a minha rotina. 
Ê saudade!

6 de março de 2012

Já olhou o passado?

Olá pessoas!

Você já olhou o seu passado alguma vez? Sério, encarar as coisas que fez, escreveu, disse. Não estou falando de lamentações, arrependimentos, mas de coisas que aconteceram mesmo. 

Ontem fiz uma outra faxina, mas desta vez foi em uns guardados que estavam na casa de minha mãe. De papéis, cartas e lembranças. Joguei tanta gente fora vocês nem imaginam.

Ri e me emocionei com alguns recados, cartas e cartões. Os meus escritos tristes fiz questão de nem olhar. Pra que? Ficar remoendo situações imutáveis? Pessoas que ficaram presas no passado e que jamais farão parte de minha vida novamente? Lasquei foi tudo e joguei no lixo sem dó nem piedade (amo essa expressão, me parece tão visceral!).

Lembranças de amigos que permanecem aqui, outros que nem sei que rumo tomaram, se tomaram algo além de cervejas, rs. Amigos que perdi, que se perderam.

Acho que ando meio nostalgica de novo e sei que é apenas uma fase, logo logo passa.

Falei umas duas vezes por aqui que acho que vou morrer, estou tão desapegada de coisas que foram importantíssimas pra mim, que acho que daqui a pouco 'vou-me', e daí? Não tenho medo de morrer e sim de como isso vai acontecer.