31 de dezembro de 2013

Resignação? Paciência? Alegria? Tristeza? 2013 apenas

Apenas mais um ano. E que ano, diga-se de passagem. 

Mudei de estado e já vou mudar de novo, compramos o diamante negro, preto amor,dog magia. Com ele tomei uma queda onde fraturei o tornozelo e voltei às pressas para casa da mamãe. Fiquei dias, semanas, meses, longe de marido isso é complicado pacas. Um caminhão bateu no meu carro e me arrastou por metros. Entramos para o Guaicurus. Me formei. Conheci gente nova, aprendi a ser mais tolerante, descobri que sou mais resignada que imaginava, mas também descobri uma força e uma coragem que até este ano eu não dimensionava. 

Eu já sabia que na necessidade, quando a coisa apertava, eu me virava, dava um jeito e ia levando, mas não sabia que poderia mudar tanta coisa e nem suportar tanto tranco como os que levei da vida nesse ano.

Confirmei que somos 3, ops, 4, uma família.

Relembrei que ninguém faz nada sozinho e que sempre precisamos do outro.

Mudei de planos, tracei novas rotas e se precisar? Mudo de novo, de ideia, planos, estado.

Essa foi a maior lição que tirei de 2013, nada controla o tempo. Muitas vezes as coisas podem fugir do controle mas não quer dizer que não vão dar certo, algumas vezes é só uma mudança no plano de voo

Lembrei que aprendi lá trás que existe um tempo para preparar a terra, outro pra plantar, outro pra crescer e outro pra colher. Nada é atropelado. E quando não chove o suficiente, ou chove demais, acaba tudo. E aí vai desistir de tudo? Não. Prepara de novo a terra...

O que quero pra 2014? Que a vida siga seu fluxo. Que os planos possam se realizar. Aquela ideia guardada no fundo do baú, os sonhos... 
Isso mesmo, VIVER. Por enquanto tá bom né? Conseguir terminar 2013 em paz pra mim já é uma verdadeira vitória, e o que for pra ser, será!


P.S.: Vamos aproveitar que o ano que se iniciará será regido por Xangô, Orixá da justiça, e ser justos também. Com tudo, inclusive conosco, nada de cobranças absurdas. Vamos brincar de ser feliz. Kaô Kabecilê




19 de dezembro de 2013

Pense num lugar longe

Corumbá é o nome da cidade.  

Se olhar no mapa vai achar que 440km de Campo Grande é do lado, e seria se não tivéssemos que andar a 80km/h numa estrada boa e reta.

Como é no pantanal tem bicho pra todos os lados, o que significa que qualquer velocidade maior pode causar um acidente grave caso se encontre com um deles.

E há animal messssmo. Vi jacarés sob uma ponte, todos lagarteando na beira de um rio/córrego morri de medo mesmo de longe. Foi tucano por cima do carro, tuiuiu também. Além de muitos bichos mortos na beira da estrada (a anta era enorme aff). Então é cuidado redobrado, tensão e oração, afinal se um bicho entrar na frente do fdp que está na direção contrária a 150km/h ele fatalmente vai jogar o carro pra cima de você e aí meu amigo...

Fora isso atravessei a fronteira a última do núcleo Brandão Batista e fui ali Bolívia. Nada demais, ou pior, a cidade fronteiriça é muito, muito pobre. Eles têm uma feira de roupa que é uma coisa de doido pra quem tem, pode e tá afim de gastar. Marcas famosas a preço de banana se bem que se for banana da terra as roupas saem mais barato.

Por enquanto é isso, qualquer coisa mando notícias da Cidade branca.









2 de dezembro de 2013

Nada dura para sempre

É o quê? 2014 é no próximo mês? Ufa! Achei que ele não ia chegar nunca.

Que 2013 foi esse minha gente? Muita gente deve me achar uma reclamona não que eu não seja, mas vamos combinar né? mas esse ano foi de doer na alma. Vi muita gente reclamando de um bocado de coisa, desde saúde à falta de grana. 

Aqui foram mudanças, decepções, acidentes, angústias, tristezas, choro, dores/doenças e um tantinho de solidão pra arrematar.

Também tiveram coisas boas, lógico, mas é que as ruins se sobrepuseram de uma forma absurda e que só me fazem cantar '...hoje eu só quero que o dia termine bem...' dia após dia, pra ver se pelo menos o dia de hoje termine melhorzinhoAí canto também 'andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar...' pra não deixar de tentar e não desistir no meio das agruras.

Gosto muito do número 7 e de seus múltiplos, por isso a sensação de que esse 14 vai mexer pra melhor a minha vida. E continuo sim achando que o nosso ano muda no dia do aniversário, mas é que estou precisando de estímulo extra dessa vez.

Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos pra ver no que dá. Inté breve.

28 de novembro de 2013

Há gentileza em Três Lagoas

Escrevo com muito prazer sobre como as pessoas estão me ajudando. 

Precisei parar o carro para conserto, pois não contei aqui, mas uma carreta me arrastou com Bia no carro. Não aconteceu nada conosco, mas as portas do meu lado ficaram quase imprestáveis. No outro dia de manhã bateram na frente do carro eu disse que tava duro 2013?.

Adiei o máximo que pude e que não pude essa parada, mas não tive escolha. Ficar sem carro numa cidade que não tem nem um ruim sistema de transporte público é duro demais. Alugar outro seria uma opção, mas o que deixaria na locadora é obsceno, já que aqui como quem mais aluga é empresa, sobra pra pessoa física, ou seja, os preços para locação de carro aqui são mais altos que em outras cidades traduzindo: me ferrei. Isso de gastar sem retorno me irrita profundamente, resultado? Não aluguei e botei o corpitcho pra suar no tênis minhas pernas doem, mas fazer o quê? rs.

Mas dessa necessidade descobri pessoas melhores que eu imaginava. A mãe de uma coleguinha da Bia está me dando A ajuda. Tem levado e trazido a pequena e de quebra as duas ficam aqui ou passam a tarde lá na casa delas, brincando. Tem me dado caronas perfeitas, sabe aquela ligação que você recebe meio dia com 35º na telha e a pessoa diz que te leva de volta pra casa? Pois foi assim *-* thanks Dani.

Aí você conversa com sua amiga que é sua anja encarnada rs que tá sem carro blá blá blá e ela te liga pra avisar que daqui a pouco chega pra resolver seu problema. Owwwww Kri e Katy, thanks!

É muito bom saber aceitar ajuda dá um trabalhão,rs e ser ajudada assim, de boa.

Obrigada a todas e todos que se predispuseram a nos ajudar nessa batalha.

17 de novembro de 2013

Grupo Escoteiro Guaicurus 9º MS

Tem um tempo que estou prometendo escrever aqui sobre o G.E. Guaicurus e agora vou falar sobre essa experiência. Vou contar sobre a nossa nova família.

Eu, Mariana, nunca fui fã de camping e afins. Bichos, insetos e quaisquer coisas que lembrassem mato nunca foram meu forte. Acampei a primeira vez com marido e eu já tinha 20 anos, logo é de se imaginar que jamais eu me meteria numa dessa né? Mas não, ter filha mudou meu caminho.

Quando mudei para Ilhéus busquei informações sobre os Escoteiros por lá, mas naquela época não tinha grupo e Bia não tinha idade para entrar ainda caso tivesse um G.E. .

Chegamos aqui e uma das primeiras coisas que busquei foi o Guaicurus pois Bia já cumpria os requisitos mínimos, 6 anos e meio e saber ler e escrever. Entrei em contato via e-mail com a Chefe Katiana que me avisou quando começariam as reuniões, dali a quase 1 mês, e me programei para levar Bia para conhecer o grupo e quem sabe nós ajudarmos em algo.

Em fevereiro deste ano lá fomos nós três conhecer o Guaicurus para nos encantarmos com as atividades proporcionadas e o conhecimento ensinado ali. Coincidentemente eu precisava de um estágio prático para formar e no meio da conversa enquanto me oferecia para ser voluntária a chefe me ofereceu a oportunidade de realizar o estágio junto ao grupo. Aceitei, claro. Me tornaram a Kaa (não sabe quem sou? Vai ler o Livro da Jângal rs).

Pouco depois de ter começado a atuar junto ao G.E. Guaicurus, comecei a escrever meu TCC com o tema Movimento Escoteiro visto através da Teoria da Burocracia e obtive nota máxima. Quem me deu suporte e orientação mesmo muito atarefada (e bote atarefada nisso) foi a Katiana - nossa Diretora-presidente.

Tive o acidente e quem me socorreu foi a Krisna - a nossa Akelá.

Bia se apaixonou pelo movimento, e não tinha como ser diferente. Eu e marido estamos aprendendo e buscando estudar para poder ajudar mais nas atividades.

Neste final de semana participamos do ELO  2013 - Escoteiros Locais em Operação - acampando em Campo Grande e me trouxe um grande aprendizado. 

Vivi uma experiência completamente nova. Acampamento com crianças, no mato, com chuva e sem marido pra armar e desarmar a nossa barraca. Mas mesmo assim creio que dei conta do recado. Senti medo, frustração, alegria, orgulho, alívio... Foram tantas emoções que hoje, de cabeça mais fresca e quase dormida posso dizer que apesar dos pesares, gostei da experiência continuo traumatizada com aranha :). Saímos de lá e ouvi da minha filha 'mãe quero crescer logo pra ser escoteira!'.

Aos que têm filhos recomendo o Movimento Escoteiro. Um lugar onde se aprende (e reforça) valores que hoje estão perdidos. Ensina a criança/adolescente a se virar. Isso mesmo que você leu. Eles aprendem a viver em grupo, a se cuidar, a respeitar, a dividir e a viver. Não tem PS, Wii e XBox que ensine isso.

Estamos nos preparando para fazer a Promessa Escoteira e sei que será mais um evento de pura emoção.

Aqui vai meu cumprimento escotista aos que me leem:
Sempre alerta para servir e fazer o melhor possível!





7 de novembro de 2013

Reflexões de cozinha

Estou fazendo o almoço de hoje e deixando algumas coisas pré preparadas já quando comecei a divagar sobre a nossa minha relação com comida e peso e acabaram por vir algumas outras e a vontade de partilhar minhas ideias cresceu, vamos lá.

Estava fritando o bacon pro feijão e pensando em como ficamos reféns da aparência estética mostrada pelas mídias, inclusive sociais. Em como estamos sendo bombardeados 24h por pessoas magras/fitness felizes. Na verdade esse pensamento veio a tona quando li um texto num blog, infelizmente não lembro qual agora, falando sobre isso. 

Enquanto meu bacon estalava na panela fiquei me perguntando se é mesmo isso que eu quero. Não o bacon na comida, mas a privação de coisas gostosas e saborosas da vida que tenho que fazer para atingir a tão sonhada forma ideal. Ideal pra quem mesmo?

Dizer que estou à vontade com meu corpo é hipocrisia, mas daí a dizer que sou infeliz por isso é uma mentira deslavada e vou dizer porque. Senta que lá vem história... Quando entrei na adolescência meu corpo mudou pouco. Os seios cresceram muito, ganhei poucas curvas e continuei muito magra, seca mesmo. As canelas continuaram finas e os braços então nem falo.

Mas o tempo foi passando e comi muito de tudo muito. Engordei um pouco, as curvas apareceram discretamente e ainda assim não poderia ser considerada um filé. Quando engravidei o negócio desandou muito. Não, não estou culpando a gravidez, justamente ao contrário, estou me libertando dessa agonia de justificativas. Engordei muito. 30kg pra ser bem exata. Pra muita gente não era muito 'porque você é alta'. Mas eu sabia que estava diferente, tenho espelho e dois olhos perfeitos né?

Vieram as frustrações, a culpa e as desculpas. Aí chegaram as doenças. Todas aquelas que sabemos que podemos ter quando se está em obesidade grau I. Hipertensão, colesterol e triglicerídeos altos, joelhos mais que podres e por aí vai.

Busquei emagrecer inicialmente pela saúde e pela estética quando me deparei com um mundo fitness virtual. Não sou contra, sou a favor, mas sempre tenho a sensação que não é bem assim, sabe? Aquela coisa que fica reverberando de 'ó como sou saudável, ó como sou magra/malhada'. Não quero ser assim e nem pretendo. E não vou engordar horrores para ser emagrecida numa bariátrica (sim, é mais comum que se imagina) pois a minha ideia não é essa. 

Novamente, não estou dizendo que fico confortável com a barriga saliente, mas não vou ficar num sofrimento sem tamanho nunca fiquei de verdade por causa disso. Ah, o que eu quero dizer com isso? Quero dizer que vou continuar controlando a nossa alimentação pela questão da saúde, que vou continuar na luta para emagrecer mais pois me sinto melhor e meus joelhos também mais leve mas que não vou ficar numa sofrência sem tamanho por conta disso. 

Que na nossa casa vai se continuar comendo pizza, tomando sorvete, comendo bolo de chocolate com calda de chocolate, churras e fritando bacon para o feijão. Mas que também vou continuar me exercitando e tentando manter meu equilíbrio interno. 

Fiz até hoje 66 sessões de fisioterapia e 3 de RPG para conseguir andar direito e nesse processo aprendi que tudo tem um tempo para acontecer mas que nós precisamos tomar conta da nossa vida. Não adiantaria só pensar em como seria bom usar um salto de novo já usei um pequenininho huruuu se eu não buscasse isso com afinco.

E assim será norteado meu culto ao corpo, preciso estar saudável e me sentir linda mesmo que não use mais 38. Deixa eu ir que o feijão tá pronto ;)








24 de outubro de 2013

Ainda nos valores

E não mais que de repente pra minha surpresa recebo da escola um 'contrato de formatura'. Oi? Contrato de quê? 

No meu entendimento eu formei pois fiz uma faculdade me sentindo

É que nem doutor. Doutor pra mim é quem tem doutorado. Não me venha com essa de que advogado, médico, dentista, farmacêutico, fisioterapeuta são doutores que só os considero assim se tiverem doutorado, coisa que minha fisio de RPG tem e a chamo de doutora com o maior prazer.

Aí me vem um contrato de formatura pra uma criança que só aprendeu o bê-a-bá? É um excesso demais pra mim. E quando fui questionar sobre o evento me informaram que 'não mãe, ela formou ano passado(?!) e agora só do 5º ano' Oi?????

A tal formatura é para as crianças que estão saindo do Infantil indo para o nosso primário, hoje Fundamental I, e as que estão indo para o Ginásio que equivale ao atual Fundamental II. É sério isso pessoal???

Sou antiga/retrô/vintage mesmo. Pra mim é apenas uma passagem que tem que ser comemorada e lembrada, mas não festejada a esse ponto de corroborar com a cultura do consumo desenfreado. Mães preocupadas com o vestido de formatura de uma criança de 5 anos???? Para tudo que eu vou descer

Me lembro que tínhamos uma festinha pra comemorar a passagem pela Alfabetização, que é até justo, afinal a criança começou ali a ler e escrever e descobrir o mundo escolar não estou falando de exceções como tia Marcella e Bia, que colocaram a carroça na frente dos bois rs

Mas buffet, cerimonial, dj, mesas com 'convite'...

Eu prefiro apenas as festinhas retrô mesmo.




13 de outubro de 2013

É uma questão de valores

Bia decidiu que este ano não queria presente, que vai juntar dinheiro da semanada pra comprar o Diário Eletrônico da Monster High. Eu achei ótimo, pois se dependesse daqui ia sair uma lembrancinha e olhe lá.

Aí me peguei observando os presentes dos filhos de amigos e conhecidos. Eu não gastaria R$ 500 (isso mesmo que você leu QUINHENTOS REAIS) por um brinquedinho/robô, nem R$ 150 numa boneca que é quase uma criança. Não que não valham pra mim não vale,rs mas acho que é preciso rever o valor das coisas. Não apenas no sentido literal, mas fico pensando se uma criança consegue mensurar o valor do que ela ganhou. 

Ah, mas eles podem! Que bom. Eu hoje não posso só se fosse parcelado em 12x, rs. E se pudesse não daria. Meu aperto financeiro é exclusivamente voltado para a educação de Bia e para o nosso bem estar. Prefiro levá-la para passear num lugar legal, fazer um dia diferente e que entupa ela de alegria. Já fizemos isso quando morávamos em Ilhéus. Passamos o dia num hotel que tinha feito uma programação especial para o dia das crianças. Ano passado passamos em Brasília. Fomos ao zoológico, fizemos picknik, nos divertimos muito, garanto. 

Este ano não pudemos fazer muita coisa marido trabalhando e por falta de opção. Mas fomos para o cinema lá em Andradina, passeamos numa cãominhada, fiz hoje uma tarde de beleza com direito a unhas pintadas... Curtiu com certeza.

Mas deixando bem claro que não sou contra presentes. Apenas não gosto muito da obrigação de ter que dar presente em datas específicas, o que só reforça o consumismo que eu tento evitar e combater mas a carne é fraca,rs.

E aí penso em qual será o valor ela levará para a vida? 





9 de outubro de 2013

Já que não vou ter convite, segue assim...

'Você não sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui...'

Não sei quantas vezes ensaiei pra escrever sobre isso
Primeiro vou contar uma história conhecida de alguns.

Em 2007 fiz ENEM com uma criança de 1 ano e 2 meses me aguardando do lado de fora. 
Consegui uma bolsa pra estudar na melhor universidade do Norte/Nordeste na época mas pra isso eu precisava largar o trabalho. Assim fiz.
Meu companheiro foi morar longe, quem mais me apoiava.
Tirei a CNH a muito custo.
Trabalhei dobrado, mesmo muitas vezes não sendo reconhecida e muitas dessas vezes sendo mal julgada.
Acordei antes do sol nascer e fiquei várias noites pedindo que o sol não chegasse logo pra dar tempo de estudar mais um pouquinho.
Levei minha filha pra faculdade pra que eu pudesse fazer prova, acompanhar algum evento.
Conheci professores maravilhosos -  Cristina Gantois Martinelli Braga -adorava quando ela dizia o nome inteiro, José Gileá, Abreu, Cabus.
Conheci professores sem moral, ética e caráter - uma em 'especial'.
Tive colegas de turma que se tornaram amigos pra todas as horas - Tyrone e Rafael Novais.
Fiz amizade com o pessoal do DCE e daqui a pouco lá tava eu enfiada em política universitária - Susy, Genilson, Herbert (ou Bebert), Marcinha, Fábio - de ambiental,rs.
Fui pra muito show de Jau dia de 5ª com essa galera.
Fiz viagens que valeram cada segundo longe da minha família.
Conheci pessoas maravilhosas de outros cursos, que moram no meu coração - Rodrigo, Lara, Lola, Ana Cláudia, Cabadas, Ju Riccio, Fábio - economia, Nigrinha
'Ganhei' um filho - Duan.
Virei dinda - Adrianinha.
Vi exemplo pra não me fazer desistir - Tarcila.
Desfiz o 'pré-conceito' - Carol, Thaís, Paula, Fabrícia.
Trabalhei feito um burro de carga com pessoas maravilhosas, e descobri uma paixão a EcoSol - Patty, Teresa, Beth, Pablo.
Aprendi na marra que coração de gente é terra que ninguém passeia.
Sofri com isso. Sofri muito.
Ganhei uma hipertensão - já me livrei dela.
Fiz finais intermináveis.
Recebi apoio em momentos diversos de várias frentes - mãe, sogros, tia Fafá, tio Mauro, tia Cellatia Bruninha...

Mudei de faculdade e tudo ficou à distância. Inclusive eu fui pra longe.
Lá tive um reencontro maravilhoso depois de 13 anos - Cris.
De repente desfaz tudo. Tranquei a faculdade. 

Ouvi de Susy em uma das noites em Brasília 'você não vai terminar não? Acaba logo com isso'.

Mudei de novo. Rodava 300km pra ir fazer provas. Consegui um estágio (e me tornei voluntária) no G.E. Guaicurus e com ele ganhei amigas - Krisna, Katy.

Parou tudo de repente, as coisas começaram a dar errado após a chegada dos 30. Quebrei o pé e entrei em Regime Especial. Fui pra Salvador e depois de 2 meses voltei, doida pra acabar logo essa sofrência.
Dois amigos me leram muito - Denny, Cintia.

Fui lá de novo a 300km, 4 provas, 1 relatório... 1 décimo e 5 décimos...sério que terei que gastar de novo por causa de décimos?! Lá fui eu de novo, cheguei de noite. A pessoa responsável estava viajando. Quase surtei. No outro dia de manhã fui pra prova do tudo ou nada. Segundo marido, nunca demorei tanto pra fazer uma prova - nem de concurso.

Começou a angústia de abrir de 5 em 5 minutos o campus virtual pra ver o que ia ser.

Fui pra primeira entrevista de trabalho e saí muito decepcionada. 

Cheguei em casa e abri de novo o campus virtual, um pouco incrédula, mas está lá. O que precisava ser 5 décimos virou 1 ponto de sobra.

Finalmente. Agora sim.

ADMINISTRADORA DE EMPRESAS

Podem me parabenizar, podem fazer mimos - EU MEREÇO!

'...No novo tempo, apesar dos perigos
(...) estamos na luta...'











7 de outubro de 2013

Tô de castigo

Olhe, depender dos outro não é coisa de Deus não. Vamos combinar né?

Aguardar notícias, notas, respostas, resultados, afff. Apesar de estar aguardando um monte de coisa, não espero nada. É isso aí. Sou pessimista, então o que vier tá vindo.

Minha memória tem me trazido recordações que me fazem ver que está ruim, mas que já estive em diversos momentos bem pior

Mas também minha trilha sonora atualmente é só pra levantar o astral 'sua vida vai melhorar, se você batalhar, vai melhorar' porque já cansei de cantar 'tá barra do jeito que tá, tá tudo virado de pernas pro ar'.

Quando eu estiver de humor melhor eu volto, tchau!

23 de setembro de 2013

2013, tchau por favor

Enfim chegou a primavera. Ontem eu estava revoltada com o calor, e continuo diga-se de passagem, afff.

Mudar, mudar mesmo, não mudou nada de importante, só o calor que eu sei que vai aumentar cada dia mais e as chuvas ou chuva sei lá que chegarão, mas fora isso é pra lá que vai mesmo.

Mas aí você começa a pensar em tudo que está acontecendo, desde o início/meio do ano e vê que tá pior que imaginava. É doença, é queda, é conta, é doença, é infestação, é prova, é dor, é calor, é formatura, é ar condicionado, é luz, é conta, é doença, é acidente, é viagem e... Nada. A vida só está seguindo o fluxo e neste momento você está atravessando o rio contra a correnteza. 

Desanimar? Sim, claro, temos o direito pelo menos de desanimar e nos frustrar, mas daí a desistir já não sei. Acredito que mudando os planos, alterando as rotas, cuidando mais e rever o que pode ser alterado as coisas melhorem #PollyannaFeelings afinal é o que sobra pra acreditar. E nem venham com essa de 'nada está tão ruim que não possa piorar' que eu preciso mudar de energia, tá? Chega, já deu.

Ah Mari tanta gente passa por problemas e dificuldades, vocês superam. Eu sei disso, mas quer trocar? Pimenta nos olhos dos outros é refresco não era bem nos olhos que eu queria escrever, mas...

Lançada a campanha tchau 2013, você já deu o que tinha que dar. E que venham novos ares peloamordeDeus.

22 de setembro de 2013

Tchau calor, bem-vindo calor

Não sei, ou melhor, já esqueci como são definidas as estações do ano. Agora moro numa cidade que é quentequentequente. Vez ou outro faz um friozinho, e menos ainda frio de verdade.

Muita gente vai dizer 'ela só reclama', mas posso até dizer que sinto falta do calor de Salvador. Vocês não estão entendendo. Aqui não é quente, é insuportavelmente quente, pra mim pelo menos que não sou nem um pouco chegada nessa temperatura.

É seco e não venta, ou melhor, quando venta parece que vai derrubar e levar tudo (na verdade existe registro recente de um vendaval que arrancou telhas e afins por aqui, foi feio o negócio). E quando chove mas quaaando messsmo aí alaga tudo. Parou de chover? 5 minutos está tudo seco e quente pra variar

E como coisa boa só acontece comigo bastou começar o calor e o ar condicionado deu pau, o do meu quarto lógico. E quando você acha que mizera pouca é bobagem 'descobre' que o vendaval de hoje fez com que os galhos do coqueiro do vizinho quebrassem sua cerca elétrica e disparasse o alarme. 

Alguns me dirão 'tenha fé, calma, vai dar certo...'. Ok! Vai dar certo quando mesmo? Né por nada não mas estou ficando com um tiquinho de pressa pra ver as coisas mudarem ou nós mudarmos de novo né?.

Só queria registrar minha reclamação de calor. Pronto. 




13 de setembro de 2013

Sonhar não custa nada, já viver de sonho...

Depois do meu período sabático  adoro essa expressão tão na moda e que é só pra quem 'pode' compulsório cheguei a algumas conclusões, ou várias, sei lá.

Desisti de um projeto que estava amadurecendo a um tempo deve ter ficado peco de tanto que demorei pra resolver e decidi fazer alguns sacrifícios para diminuir a lonjura do futuro. 

Acho que é a tal maturidade né? Você entender cedo ou tarde que terá que fazer mais sacrifício do que pensava para conseguir chegar lá, seja esse  onde for. 

Mais sacrifício? Putz! Não tenho escolha, que assim seja então.

Descobri mais coisas interessantes nesse período de inércia. Que sou mais forte que imaginava. Não quero dizer que aguento dor que não guento mesmo mas no sentido de tentar manter a sanidade e buscar alternativas para o projeto inicial fracassado.

Tive alguns questionamentos pessoais nas últimas semanas que me levaram a repensar os objetivos e a traçar mais planos considerando as probabilidades de uma coisa ou outra dar certo ou errado...

O difícil disso é que como não sou uma somos três tudo tem que ser pensado globalmente. Em que impactarão as decisões, como serão recebidas, como serão entendidas e o mais difícil se serão partilhadas.

A cabeça ferve de tantas informações e possibilidades, mas é assim, sempre. 

Tenho descoberto a duras penas o quanto é complicado ser gente grande.

Como diz Bia: andar café eu vou, café não costuma faiar

Com muito café também!





3 de setembro de 2013

Nojenta eu? Não mais.

Li um post de uma criatura no face (num grupo que participo) hoje e me lembrei de quando comecei nessa vida de doidadecasa.

Ela comentou que tem nojo de pano de chão (joga fora depois de usar), de resto de comida na pia e que tem uns potes com resto de comida a quase 1 mês na geladeira.

Eu fiquei foi com nojo da pessoa óbvio! mas não aguentei as pontas dos dedos e larguei logo 'quando tiver filho e levar cagada, mijada e vomitada isso passa'. 

Não que eu não seja nojenta. Sou, e muito, mas daí a fazer disso um absurdo de vida é um pouco demais até pra mim. Quer ver minhas nojices?

Detesto a área de serviço depois de limpar a casa. Afff, ODEIO pia da área com sujeira, nojo demais, mas não deixo de limpá-la, senão fica mais podre ainda. 
Morro de nojo de vaso sanitário de rua, mas não deixo de usá-los.
Quer me matar de raiva? Não ter sabonete para lavar as mãos. Ou pior, colocar desinfetante para isso sim, já vi isso dezenas de vezes.
E lavar o cesto de lixo da cozinha quando fura o saco? É uma sacanagem...

Mas acredito que pra tudo tem solução afinal pior é na guerra então sempre tenho luva de limpeza na área de serviço, álcool em gel na bolsa na verdade tenho vários potinhos deles em váaarios lugares e tenho também na bolsa o plástico de forrar o assento sanitários pra casos 'mais sérios'.

Ok! Continuo não gostando de limpar vômito, mas se for necessário eu o faço sem crises me embrulha o estômago, mas faço

No carro tenho um kit viagem que acabou se incorporando no meu dia a dia. Tenho saco plásticos (Bia vomitava algumas vezes em viagens), lenço umedecidos de bebê (salvam demais), lenços de papel e álcool em gel. 

Na verdade tem mais coisinhas de nojo que não gosto nem de comentar ok mãe? mas acredito que todos têm nojo de alguma coisa ou de alguma situação, o negócio é não paralisar e tentar seguir em frente com luvas, sacos, géis, papéis e afins. 

Só cuidemos para não nos tornarmos um Melvin Udall (Jack Nicholson em Melhor é impossível, vai lá assistir que vale a pena).








23 de agosto de 2013

Arquiteto, Engº Civil, Pedreiro, Mestre de obras...

E todos que constroem casas, apartamentos e qualquer lugar que tenha BANHEIRO E COZINHA...

Faz favor? COLOQUEM RALO NO BANHEIRO E COZINHA!

Estava eu dando A geral nos banheiros (primeiro o de Bia), com direito a água e água sanitária do teto ao chão e como meu Sekito quebrou, 'achei' que ia conseguir tirar a água com o pano de chão detesto odeio para sempre mas para minha surpresa a água começou a correr pra sala!!! 

Outra coisa para prestarem atenção: FAÇAM A INCLINAÇÃO PARA O RALOOOOO! (isso inclui o box tá?)


Eu que já estava com horário contado tive que parar, tirar as luvas, pegar o aspirador de pó e água, desarmar para pó, armar para água e ir secar a sala, o banheiro... Minha sorte que a um tempo atrás num local que estagiei minha super tinha me falado que morava em casa e que tinha um desse Thanks Manny! e quando fui comprar um pra cá lembrei disso e comprei o meu aspirador para água/pó! 


Então fica a dica pra quem constrói algo:

FAÇAM RALO NO BANHEIRO (FORA O DO BOX, ÓBVIO!) E NA COZINHA! 


13 de agosto de 2013

O pé na rotina

Seja ele consertado ou não, a rotina está se organizando. Entre levar/buscar Bia, ir na fisio, providenciar o que falta a despensa, tá indo, devagar e sempre.

Dessa vez o método Fly não tá rolando porque a bagunça é grande, preciso dinamizar senão me perco em casa.

Todos os dias um pouquinho de arrumação. Já foi o quarto de Bia e o nosso tirando a bagunça alheia viu môre está quase.

Os banheiros organizados não estão, mas já estão limpinhos.

A cozinha, bem... A cozinha é um detalhe à parte. Consegui arrumar os potes e quase as panelas, como uso quase todo o dia todo fica mais difícil um pouco. E tem a questão da limpeza dela, que será feita junto com a sala viva o Sekito,aspirador de água e vassoura (calma môre, não vou me acabar ainda).

A sala será a última. É muito papel e coisa espalhada juntos e ela divide espaço com a cozinha, daí a dificuldade de arrumar.

Mas tá dando certo. Reorganizando uns trecos na área de serviço, esperando marido chegar pra colocar as caixas lá mas quem sabe não fico boa e faço? rs e deixar a casa mais apresentável

E tenho uma difícil e dura missão... onde colocar as garrafas de vinho? Marcella, se quiser me empresDar sua adega pago o frete hehehehehe.

Deixa eu ir aqui que ainda tenho que limpas os vidros, ops esses já foram, varrer a casa, não, peraê, arrumar as camas...já fiz...é tanta coisa que muitas vezes me atrapalho ;)


11 de agosto de 2013

Também quero

Todo mundo nas redes sociais rendendo homenagem aos pais e também vou fazer a minha, hunpf!

Minha homenagem vai ao pai presente, que faz de um tudo para participar da vida de sua filha.

Que deu o primeiro banho fora do hospital.
Que levou pra fazer o teste do pezinho, da orelhinha.
Que segurou para tomar vacinas e fazer exames. 
Que enquanto ela era bebê acordou TODAS as noites para dá-la à mãe para mamar, para trocar a fralda ou só pra ver se estava respirando. 
Que deu banho de rio, de mar, de piscina.
Que faz cosquinha até quando está cansado.
Que ensina andar de bicicleta sem rodinha.
Que vai na reunião da escola.
Que sempre está presente seja da forma que for  nos aniversários.
Que sabe o peso e a altura de cor.
Que acompanha no médico, no hospital.
Que encosta a barriga no fogão pra fazer o brigadeiro na véspera e o recheio do bolo
Que enche bexiga até assar o beiço...

Que ama, demonstra e se deixa amar.

Você é o melhor pai que conheço. 

Parabéns marido! Te amamos!

10 de agosto de 2013

Simplesmente amor

A essa hora eu estava na sala de parto, já preparada, marido segurando minha mão, tentando ver...em 10 minutos ela estaria berrando, avisando pra que veio ao mundo.

Duas noites dormindo apenas 3h. Brigando com marido pra dirigir e ir ali no Centro comprar o que faltou. Pedir, implorar quase chorando para que pudéssemos levar só um bolinho no lanche com brigadeiro, beijinho, coxinha, kibe, bolinhas de queijo, apenas um lanchinho. Afinal ela está ficando mocinha e no 1º ano não tem mais festinha não sei porque essa besteira, hunpf.

A gurizada brodinha não contou nada pra ela e a surpresa foi feita: 'tia apaga a luz senão não é surpresa', 'tia ela tá lá, a pró tá segurando ela, a gente vai gritar surpresa quando ela chegar ou bate logo o parabéns?', 'tia eu trouxe escondido um presente pra ela'...

A expressão de surpresa quando me viu, buscando com os olhos aflitos o pai, até vê-lo atrás da porta e abrir aquele sorriso papai não foi trabalhar só pra bater parabéns pra mim, coisa que ano passado não podeA alegria de ver que é da Monster High, do jeito que ela pediu e sonhou

Jantar no restaurante que ela escolheu. Pedir aquele mundo de comida pra trazer mais da metade só porque ela disse que papai gosta de esfiha, mamãe gosta do kibe, eu quero pão folha e homus... Quem se atreveria a negar esses pedidos? Nem nós.

Se programar para acordar antes dela pra fazer o café e tomarmos antes do papai sair e só ouvir a mãozinha apertando com cuidado a maçaneta pra só acordá-lo e avisá-lo 'tô com fome!' novidade.

Como não amar? Assar pão de queijo, cozinhar banana da terra, espremer uma dúzia de laranjas geladinhas e ver aquele sorriso por causa de uma fatia do bolo e novamente as velas para o parabéns no dia com direito a Nero latindo... Isso sem terminarmos de dormir, mas pra que dormir?

Se despedir do pai, com pesar pois o dia dos pais tá  e nem vai poder beijá-lo amanhã. O tempo virar e ter que se arrumar toda, segunda pele, camisa longa, capote, meia calça, calça jeans e galocha tudo da Monster High, claro só pra almoçar, afinal hoje é o dia dela.

E qual o preço disso tudo? Sono, cansaço, pernas doendo, pé inchado e um coração cheio. Cheio de novas histórias. Cheio de mais um ano de respostas e lembranças e já se foram 7. Que venham mais 7000000000000000... Prometo não dormir enrolando brigadeiro, confeitando bolo e preparando surpresinhas.

Prometo principalmente continuar amando cada dia mais e melhor.

A essa hora ela já estava em meus braços berrando com fome! 
Seja bem-vinda a mais um ano meu amor. 
Nós te amamos!

P.S.: Tia Marcella escreveu sobre minha princesa, vai lá e confere. Prepara o lenço(l). Clica Aqui



2 de agosto de 2013

Adeus?! Não...até breve!

Dados de hoje:

67 dias após a queda. 
Tenho 58 dias em Salvador, desses 55 dias longe de marido.
Foram 30 dias sem colocar o pé no chão, sendo que tenho 37 dias pisando.
Já passaram 45 dias da cirurgia, onde foram colocados 6 parafusos e 1 placa.
Fiz 15 sessões de fisioterapia.

E milhões de agradecimentos....


OBRIGADA

29 de julho de 2013

Será que está frio? Ou quente?

Hoje falta mais que amanhã e menos que ontem. É um alento.

A recuperação é lenta, demorada, cansativa. Mas está acontecendo. Um dia tira a tala, semanas depois coloca o pé no chão.

Recupera o músculo com 3 séries de 1, 2, 3,...12 movimentos na fisio. Levanta a perna, abaixa, coloca peso, tira peso, diminui os movimentos, intensifica os movimentos, desistir jamais!

Já consigo ficar de pé sem as muletas, mas não tenho força pra dar a passada sozinha, preciso do auxílio. Consigo me mexer mais, mas sinto dificuldade em alguns movimentos. Reaprender a usar o corpo. Quando não tive um membro saudável entendi a importância do fortalecimento de todo o resto. 

Vejo aquele músculo que nem sabia que existia, muito menos pra quê servia se desenvolver e dá vontade de pular. Da frente da panturrilha, do lado de fora. Sim, ele existe! Ajuda a sustentar! Sim!!! Eu vejo!

Enquanto as gelecas panturrilha e coxa se desenvolvem, eu teimo em buscar o equilíbrio do corpo e da alma, a tranquilidade e a paz que tenho que ter até estar totalmente recuperada. E sei que não está longe.


20 de julho de 2013

Falta um pouco

Agora são 14 dias (ou 13 ainda em Salvador) para ir pra casa. 

Minhas metas para o primeiro semestre ficaram meio frustradas, mas considerando que estou em curso regime especial por enquanto pela faculdade, o meu primeiro semestre ainda não acabou rs.

A força da palavra e do pensamento é mais que poderosa e preciso me controlar quanto a isso. Eu reclamava tanto no primeiro semestre que estava cansada que fui descansada 'natoralmente'. Mesmo quando eu já sabia que ia dar conta de tudo e já tinha parado de reclamar verbalmente sentia um cansaço e me repetia mentalmente isso constantemente, mas descobri que eu não estava tão cansada assim, era só a quantidade de responsabilidades em tão pouco tempo para dar conta, e que estava prestes a acabar, hunpf!

A frustração de não continuar com os planos pré-estabelecidos é inenarrável. Dor e revolta fizeram meu mal péssimo humor disparar. A minha agressividade foi a um nível que até me assustei pena que foi depois de agredir todos os lados, mas não vou ficar remoendo, ainda assim sinto muito

A dependência e a saudade da rotina, do marido e até do cachorro me deixaram estressada, mas agora estou com um misto de ansiedade e preocupação. Eu sou assim. Já estou planejando os próximos passos, organizando mentalmente a rotina administradora nata e pensando o que falta fazer antes de ir para  facilitar minha vida.

Não vou me prolongar mais, é o que tem pra hoje.

11 de julho de 2013

Qual é a verdadeira prioridade?

Não posso ficar tanto tempo parada, fato. Penso em excesso. Agora por exemplo tenho pensado em quais prioridades são prioridades.

Tenho pensado em como faz tempo que não viajamos. Nem venham questionar se o que fizemos entre Salvador e Três Lagoas não é uma viagem. Ou então quando viajo pra fazer provas. Pra mim tenho certeza que pra todos não é viagem. É deslocamento rs.

Vira e mexe faço listas mentais de lugares pra conhecer, passeio nos sites de passagens, calculo distâncias de carro e o quanto gastaríamos de combustível... Sempre faço isso. É um costume que adquiri num tempo que trabalhei com turismo e quando fiz o técnico na área também.

Hoje as nossas necessidades em viagem são diferentes de 7 anos atrás sacou que é desde o tempo de Bia né?. Se eu gosto de conforto? Sem dúvida, mas entre ficar confortável e viajar, prefiro viajar. Como diz uma amiga mochileira de Curitiba 'a gente se espreme em albergue mas conhece o mundo todo'.

Ainda não cheguei no nível de conhecer o mundo todo, ainda estamos nas redondezas, mas o desejo de voltar a colocar o changecar seria changeman mas como é carro, adaptei tá môr na estrada tá batendo forte. Antes que mudemos de novo né?

Isso tudo porque comecei a pensar que morei do lado de alguns lugares e simplesmente não fui conhecer! Nem ir no sábado pra voltar no domingo. Tem a questão financeira mas sempre tem e as prioridades. Tenho revisto as prioridades, pois o financeiro não vai mudar por enquanto hahahahah.

Tudo isso pra dizer que quero voltar a acampar. Não é a minha estadia preferida, mas dizer que não gosto é mentira. E outra, prefiro dormir numa barraca num lugar diferente que ficar em casa sem perspectiva nenhuma de viagem. E quem me conhece bem, sabe que quando desejo uma coisa começo a pesquisar muito demais até pra tomar decisões. Agora por exemplo, a nossa barraca não cabe nós 3. Melhor, caber cabe, mas ninguém dorme além de Bia né? Temos uma iglu pra 3 já éramos espaçosos desde antes de Bia, que quando colocamos o colchão inflável não cabe quase nadica mais.

Tenho visto barracas melhores que a casa que moro o.O (pior que é verdade), mas não pretendo ter uma de$$as. Acredito que uma maior com a tal varanda/sala marido veio com essa depois de Bia e agora comprei a ideia será melhor. Então na busca achei as Quechua que são verdadeiras 'monstrengas' no tamanho/peso, mas também pelo que li são as melhores pra chuva não que eu deseje chuva em camping, mas vai que que tem manutenção, garantia e conforto. 

E antes que me perguntem, são caras sim e é um projeto, já que por enquanto viagem só de retorno para casa e para terminar a facul hurruuuu.




7 de julho de 2013

Vesti azul! Minha sorte então mudou

Essa música me lembra o período em que mamis fazia evento em asilos com o Grupo Sorte aqui em Salvador. Uma longa história, sobre o grupo, que não vou contar agora, mas que serve (a música) para o sentimento do dia por conta do vestido azul que coloquei.

Tomei um banho de quase corpo inteiro. Como o médico deixou para tirar os pontos só na próxima semana prefiro não molhar o curativo por mais que a técnica de enfermagem tenha dito 'se molhar, tira, seca e faz de novo', sou frouxa, então deixa esse negócio secar todo pra tomar banho de corpo inteiro.

Lavei os cabelos, mamis lavou O pé e eu lavei o resto todo com bucha hoje é domingo, dia de geral. E fiquei pensando, na verdade tem sido um pensamento recorrente, mas acredito que vale registrar por aqui.

Poderia ter sido pior, não não, não é aquilo de ó e se eu tivesse quebrado a bacia e não pudesse levantar, ou o joelho, coisas do tipo que eu já pensei. Mas poderia não ter a opção de vir pra Salvador por questões econômicas viva o acúmulo de milhas, por questão de não ter quem pudesse me ajudar, auxiliar. Já pensou? Ter que ficar em casa sozinha com Bia enquanto marido viajasse? Se tivesse que arranjar alguém pra tomar conta da casa e de mim? Sei que eu poderia contar integralmente com o pessoal lá, os amigos e colegas, mas cada um tem a sua vida, tem as suas coisas pra fazer.

Eu sei que quando uma pessoa se dispõe a ajudar geralmente é porque quer, mas eu não gosto de incomodar. Não estou escrevendo incomodar no sentido de não ter humildade de pedir e sim de saber que muitas vezes a pessoa está ajudando mas tem a vida dela pra tomar conta. Nunca disse que nos bastamos sozinhos apesar de que muitas vezes seja esse meu desejo rs.

As questões de acessibilidade vou escrever com calma, assim que puder me locomover com mais facilidade, até lá ainda estou no teste e aprendendo sobre esse problema.

Deixa eu voltar pra não perder o fio da meada

Não quero que ninguém diga que mudei de opinião, estou ainda muito P da vida com tudo que me aconteceu. É duro e difícil aceitar ter que ser parada à força, principalmente quando sei que faltava tão pouquinho pra começar a ser diferente.

Mas também acho que já reclamei quase tudo que tinha pra ser reclamado. Como todos estão com a maior paciência pra ler/ver minhas irritações (ou aceitando por saber o quão difícil tem sido pra mim) resolvi agradecer. Nada de hipocrisia e demagogia tá? Muitas vezes a forma como agradeço pessoalmente não é feita da forma como deveria, seja pelos atropelos da correria do dia a dia, seja porque o contato é feito mais à distância. E desculpa se alguém não for citado.

Preciso novamente agradecer a Krisna lá em Três Lagoas pelo suporte e apoio naquele momento. E a ela e Katy por estarem sempre em contato comigo, me fazendo rir, mudando o foco de minhas preocupações e me mantendo informada sobre os acontecimentos lá no Guaicurus.

A Cella por ter marcado a consulta pra mim, pode ser besteira, mas é uma diferença da zorra você chegar de tão longe e saber que vai ter suporte imediato.

A tia Fafá, tio Mauro e Bruninha por terem ficado com Bia vááários dias, até ela resolver que queria ficar com a mamãe, rs. A Gláucia e D. Eugênia (mãe do tio Écuro) por também ficarem com Bia. E a sogritcha e sogrão por estarem sempre por perto, também ficando com Bia e me ligando pra saber das providências da cirurgia, da viagem...

A Denny e Cíntia que ficam conversando e aguentando meu mal humor no facebook, insistindo que virão me visitar e eu negando mal humor é algo contagioso, rs.

Ao pessoal do grupo de ADM 8º da facul no face eles nem vão ler isso aqui pois acho que nem sabem da existência, mas o registro está feito  por estarem sempre enviando mensagens sobre tudo que está acontecendo e mesmo sem nem ter ideia de quem sou ao vivo, me apoiando e torcendo pra minha formatura acontecer logo, junto com todos.

A todos que oraram por mim.

Ao marido né?

E a mamis, meu mais que especial este agradecimento, por ela que comecei a escrever. Ela sempre manda que eu agradeça, por mais que não acredite, todos recebem meu agradecimento diariamente. Obrigada pela sua dedicação integral e irrestrita. Obrigada por aguentar meu péssimo humor. Obrigada pelas risadas. Obrigada pelo apoio. Obrigada pela paciência e pela falta dela também rsObrigada por me perdoar. Obrigada por me amar mesmo e ainda assim. Obrigada por nos amar assim e me ensinar diariamente a amar e aceitar as dificuldades.

Sou melhor escrevendo. Minhas palavras ditas muitas vezes são ásperas, minhas ações idem. Mas sei reconhecer. Gratidão é a minha palavra quem leu/assistiu comer, rezar, amar entende. Tanto de mim quanto para comigo.

E a todos, novamente, meu muito obrigada! E continuo doida pra voltar pra casa hahahahahaha









24 de junho de 2013

Pensa, repensa e quase 'descompensa'

A chegada dos 30 tem sido mais traumática do que eu imaginava, olha que nem estou falando da fratura já operada. Hoje me considerei uma adolescente sem saber o que fazer para o vestibular. Sabe quando você se considera sem rumo? Então, estou quase assim.

Eu havia decidido voltar a loka, nem saiu ainda pra faculdade mas algumas coisas têm me feito pensar e muito. Uma delas é recomeçar de novo, tudo do início. E o tempo que terei que demandar. E as consequências disso. E os ganhos e as perdas. 

Na verdade é minha veia administradora que fica me empurrando para o PDCA (Plan-planejar, Do-executar, Check-verificar, Action-executar/agir). Aí foi que lascou de vez. E mais dúvidas aconteceram. E outras possibilidades se abriram.

É que a formatura está próxima vai sair este ano, nem adianta ninguém ficar de mau agouro tá? e preciso definir um rumo. Se vou voltar pra faculdade (e aceitar todo o tempo que demandaria), se volto para a iniciativa privada ou se me aprofundo a fundo nos concursos públicos. Estou com essas 3 portas abertas, pois ficar em casa não é uma delas percebeu? Não que eu não goste, mas prefiro voltar à ativa até pra manter minha sanidade né? pois trabalho de casa é duro e não é remunerado além do que não estamos ainda nadando em dinheiro.

Mas com essa parada obrigatória estou tendo tempo para pensar com calma, ler sobre as possibilidades traçar metas para cada uma das opções e planejar o que pode vir a ser e decidir o que será, ou tentar pelo menos.