24 de outubro de 2013

Ainda nos valores

E não mais que de repente pra minha surpresa recebo da escola um 'contrato de formatura'. Oi? Contrato de quê? 

No meu entendimento eu formei pois fiz uma faculdade me sentindo

É que nem doutor. Doutor pra mim é quem tem doutorado. Não me venha com essa de que advogado, médico, dentista, farmacêutico, fisioterapeuta são doutores que só os considero assim se tiverem doutorado, coisa que minha fisio de RPG tem e a chamo de doutora com o maior prazer.

Aí me vem um contrato de formatura pra uma criança que só aprendeu o bê-a-bá? É um excesso demais pra mim. E quando fui questionar sobre o evento me informaram que 'não mãe, ela formou ano passado(?!) e agora só do 5º ano' Oi?????

A tal formatura é para as crianças que estão saindo do Infantil indo para o nosso primário, hoje Fundamental I, e as que estão indo para o Ginásio que equivale ao atual Fundamental II. É sério isso pessoal???

Sou antiga/retrô/vintage mesmo. Pra mim é apenas uma passagem que tem que ser comemorada e lembrada, mas não festejada a esse ponto de corroborar com a cultura do consumo desenfreado. Mães preocupadas com o vestido de formatura de uma criança de 5 anos???? Para tudo que eu vou descer

Me lembro que tínhamos uma festinha pra comemorar a passagem pela Alfabetização, que é até justo, afinal a criança começou ali a ler e escrever e descobrir o mundo escolar não estou falando de exceções como tia Marcella e Bia, que colocaram a carroça na frente dos bois rs

Mas buffet, cerimonial, dj, mesas com 'convite'...

Eu prefiro apenas as festinhas retrô mesmo.




13 de outubro de 2013

É uma questão de valores

Bia decidiu que este ano não queria presente, que vai juntar dinheiro da semanada pra comprar o Diário Eletrônico da Monster High. Eu achei ótimo, pois se dependesse daqui ia sair uma lembrancinha e olhe lá.

Aí me peguei observando os presentes dos filhos de amigos e conhecidos. Eu não gastaria R$ 500 (isso mesmo que você leu QUINHENTOS REAIS) por um brinquedinho/robô, nem R$ 150 numa boneca que é quase uma criança. Não que não valham pra mim não vale,rs mas acho que é preciso rever o valor das coisas. Não apenas no sentido literal, mas fico pensando se uma criança consegue mensurar o valor do que ela ganhou. 

Ah, mas eles podem! Que bom. Eu hoje não posso só se fosse parcelado em 12x, rs. E se pudesse não daria. Meu aperto financeiro é exclusivamente voltado para a educação de Bia e para o nosso bem estar. Prefiro levá-la para passear num lugar legal, fazer um dia diferente e que entupa ela de alegria. Já fizemos isso quando morávamos em Ilhéus. Passamos o dia num hotel que tinha feito uma programação especial para o dia das crianças. Ano passado passamos em Brasília. Fomos ao zoológico, fizemos picknik, nos divertimos muito, garanto. 

Este ano não pudemos fazer muita coisa marido trabalhando e por falta de opção. Mas fomos para o cinema lá em Andradina, passeamos numa cãominhada, fiz hoje uma tarde de beleza com direito a unhas pintadas... Curtiu com certeza.

Mas deixando bem claro que não sou contra presentes. Apenas não gosto muito da obrigação de ter que dar presente em datas específicas, o que só reforça o consumismo que eu tento evitar e combater mas a carne é fraca,rs.

E aí penso em qual será o valor ela levará para a vida? 





9 de outubro de 2013

Já que não vou ter convite, segue assim...

'Você não sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui...'

Não sei quantas vezes ensaiei pra escrever sobre isso
Primeiro vou contar uma história conhecida de alguns.

Em 2007 fiz ENEM com uma criança de 1 ano e 2 meses me aguardando do lado de fora. 
Consegui uma bolsa pra estudar na melhor universidade do Norte/Nordeste na época mas pra isso eu precisava largar o trabalho. Assim fiz.
Meu companheiro foi morar longe, quem mais me apoiava.
Tirei a CNH a muito custo.
Trabalhei dobrado, mesmo muitas vezes não sendo reconhecida e muitas dessas vezes sendo mal julgada.
Acordei antes do sol nascer e fiquei várias noites pedindo que o sol não chegasse logo pra dar tempo de estudar mais um pouquinho.
Levei minha filha pra faculdade pra que eu pudesse fazer prova, acompanhar algum evento.
Conheci professores maravilhosos -  Cristina Gantois Martinelli Braga -adorava quando ela dizia o nome inteiro, José Gileá, Abreu, Cabus.
Conheci professores sem moral, ética e caráter - uma em 'especial'.
Tive colegas de turma que se tornaram amigos pra todas as horas - Tyrone e Rafael Novais.
Fiz amizade com o pessoal do DCE e daqui a pouco lá tava eu enfiada em política universitária - Susy, Genilson, Herbert (ou Bebert), Marcinha, Fábio - de ambiental,rs.
Fui pra muito show de Jau dia de 5ª com essa galera.
Fiz viagens que valeram cada segundo longe da minha família.
Conheci pessoas maravilhosas de outros cursos, que moram no meu coração - Rodrigo, Lara, Lola, Ana Cláudia, Cabadas, Ju Riccio, Fábio - economia, Nigrinha
'Ganhei' um filho - Duan.
Virei dinda - Adrianinha.
Vi exemplo pra não me fazer desistir - Tarcila.
Desfiz o 'pré-conceito' - Carol, Thaís, Paula, Fabrícia.
Trabalhei feito um burro de carga com pessoas maravilhosas, e descobri uma paixão a EcoSol - Patty, Teresa, Beth, Pablo.
Aprendi na marra que coração de gente é terra que ninguém passeia.
Sofri com isso. Sofri muito.
Ganhei uma hipertensão - já me livrei dela.
Fiz finais intermináveis.
Recebi apoio em momentos diversos de várias frentes - mãe, sogros, tia Fafá, tio Mauro, tia Cellatia Bruninha...

Mudei de faculdade e tudo ficou à distância. Inclusive eu fui pra longe.
Lá tive um reencontro maravilhoso depois de 13 anos - Cris.
De repente desfaz tudo. Tranquei a faculdade. 

Ouvi de Susy em uma das noites em Brasília 'você não vai terminar não? Acaba logo com isso'.

Mudei de novo. Rodava 300km pra ir fazer provas. Consegui um estágio (e me tornei voluntária) no G.E. Guaicurus e com ele ganhei amigas - Krisna, Katy.

Parou tudo de repente, as coisas começaram a dar errado após a chegada dos 30. Quebrei o pé e entrei em Regime Especial. Fui pra Salvador e depois de 2 meses voltei, doida pra acabar logo essa sofrência.
Dois amigos me leram muito - Denny, Cintia.

Fui lá de novo a 300km, 4 provas, 1 relatório... 1 décimo e 5 décimos...sério que terei que gastar de novo por causa de décimos?! Lá fui eu de novo, cheguei de noite. A pessoa responsável estava viajando. Quase surtei. No outro dia de manhã fui pra prova do tudo ou nada. Segundo marido, nunca demorei tanto pra fazer uma prova - nem de concurso.

Começou a angústia de abrir de 5 em 5 minutos o campus virtual pra ver o que ia ser.

Fui pra primeira entrevista de trabalho e saí muito decepcionada. 

Cheguei em casa e abri de novo o campus virtual, um pouco incrédula, mas está lá. O que precisava ser 5 décimos virou 1 ponto de sobra.

Finalmente. Agora sim.

ADMINISTRADORA DE EMPRESAS

Podem me parabenizar, podem fazer mimos - EU MEREÇO!

'...No novo tempo, apesar dos perigos
(...) estamos na luta...'











7 de outubro de 2013

Tô de castigo

Olhe, depender dos outro não é coisa de Deus não. Vamos combinar né?

Aguardar notícias, notas, respostas, resultados, afff. Apesar de estar aguardando um monte de coisa, não espero nada. É isso aí. Sou pessimista, então o que vier tá vindo.

Minha memória tem me trazido recordações que me fazem ver que está ruim, mas que já estive em diversos momentos bem pior

Mas também minha trilha sonora atualmente é só pra levantar o astral 'sua vida vai melhorar, se você batalhar, vai melhorar' porque já cansei de cantar 'tá barra do jeito que tá, tá tudo virado de pernas pro ar'.

Quando eu estiver de humor melhor eu volto, tchau!