29 de dezembro de 2016

Antes que seja o fim

A mudança já foi com nossas vidas para o Paraná. Nossas vidas continuarão por aí, longe e perto, lado a lado a quilômetros de distância.
E de Ilha Solteira? Levarei saudade. Pouquíssimos amigos, boas lembranças, boas histórias e uma experiência fantástica. Reaprendi que muitas vezes o lobo se esconde em pele de cordeiro aguardando para colocar as garras de fora.

Alegrias, tristezas, com calor, com frio, mais um cachorro, ausência, depressão, fibromialgia e muitos kms na conta. Esperança é a palavra de Ilha Solteira. Não assistiu/leu Comer, Amar, Rezar? Sinto muito rs.
Esperança de voltar pra casa, de saber que estavam todos bem, de reunir a família, de tentar melhorar as condições, a saúde... Sempre com muita esperança de mais e melhor.


Vi um grupo escoteiro ser criado com a força dos amigos que tanto acreditam no movimento - Sempre Alerta!
Tive que exercitar o respeito ao máximo, tempos difíceis de política trazem à tona pensamentos muito diversos aos nossos. Mas seguimos juntos em frente, buscando cada qual o que acredita ser o melhor para si e para os outros, isso não nos afastou mas correria e atividades sim, o carinho permanece.

Tive que aprender a administrar 2 casas, manter o foco, cuidar de tudo e todos mesmo tantas vezes longe. Aprendi a aceitar que nem tudo está ao nosso alcance por mais que nós façamos melhor aquilo

Foi meu primeiro dia das mãe sozinha. Foi a última apresentação na escola no dia das mães. Não a vi ganhar a medalha no Soletrando, nem a da OBA. 
Tempo de aprender a ser resiliente. Aprender que a vida segue mesmo quando não estamos ali.

Casamos né? Ilha jamais sairá da nossa história também por isso. Fiquei linda, sem modéstia alguma rs. Ganhamos 2 dindinhos. Acampamos, sorrimos, choramos, viajamos muito nessas estradas de São Paulo e vivemos...


Obrigada a cada um que faz parte dessa história. Aos que ficaram pelo caminho, até nunca mais se depender de mim.

Ilha Solteira te amo!

19 de dezembro de 2016

Lua de São Jorge

Lua de mel, super lua, lua de São Jorge...
Mar de manhã de tarde e de noite, sal, sol e suor...
Mergulho...
Praia...
Cerveja...
Vinho...
Sorvete...

Foi lindo ;)

9 de dezembro de 2016

Extudo






Trabalhei no saudoso Extudo no Rio Vermelho. Um dos melhores restaurantes que conheci. Um delicioso molho madeira, parmegiana, carne de fumeiro e outros. Apresentei meu mundo ao meu companheiro. E seguimos juntos, lado a lado, muitas vezes só virtualmente.


 De lá pra cá foram 13 verões, esse é o 14º que passamos juntos. Sempre com muita farra, disposição e companheirismo.
Uma criança que traz a felicidade, literalmente, e que sempre digo que é o nosso melhor 'não projeto' juntos.
De Armandinho e Margareth a Liniker, passando por Alcione, Raça Negra, Filhos de Gandhy, Ilê Ayê e muitas outras coisas. 
Da Bahia ao Paraná com paradas estratégicas no DF, no MS e em SP. 
Já perdi a conta do número de casas, mas não de cidades, em que passamos juntos ou não nesses anos todos. Quantos km rodados então? O mundo fica pequeno quando moramos separados. 
Mesmo longe os objetivos continuam em comum, respeitando sempre a individualidade, e a vontade de buscar o melhor nos junta mais pra frente.
Canso de responder como vivo tão longe e como mantemos a relação assim. Simples, nos escolhemos. Estamos juntos porque queremos e não por necessidade e/ou obrigação. Conseguimos nos manter presente na vida um do outro mesmo distantes fisicamente. Foi um café com leite e pão com manteiga na cama. Foi uma liberdade maior naquele primeiro encontro. E seguimos assim. Nos descobrindo e nos amando.
Não rolou os votos estamos no Fora Temer juntos rs mas teremos outras oportunidades. Afinal o dia de hoje é um presente. E as noites também.
Obrigada a todos pelas ligações, lembranças, mensagens. Não lembrava o quanto é gostoso sermos tão amados.
Obrigada família que fez questão de estar presente <3
Obrigada nossos dindos Mari e Vagner <3 (e os dindinhos Tatá e B). 
Obrigada minha amiga, fisioterapeuta e massoterapeuta Roseli Leite por me deixar menos quebrada não estou falando do cóccix povo.
Obrigada a todo mundo do Spaço Cortê por me deixarem diva mesmo eu encarnando a Fiona 1h depois rs Paula e seu sonho de ter uma noiva de unhas vermelhas realizado, Victor e a maquiagem com direito a bocão vermelho, meninas dos bebêlos e Sérgio apertando meu juízo a cada 30 minutos dizendo que eu tava muito relaxada e ia perder a hora do casamento,rs. Fábio Bezerra pelas fotitas, obrigada.
Obrigada aos coleguinhas que ajeitaram as próprias férias pra eu conseguir casar sem esculhambar o setor rs, Ed e Leane, chefinha Flávia beijo também <3
Bia de mamãe e papai que estava 2h antes do casamento pronta, mais ansiosa que a noiva, que carregou as alianças e fez segredo com mamãe pra surpreender papai, OBRIGADA patinha de mãe <3




Mãos de Bia. Alianças da Allianze. Unhas de Paula (Spaço Cortê). Foto Fábio Bezerra.
Mas meu obrigada em especial é pra empresa Allianze que brocou muito me atendendo. Aceitaram fazer uma nova aliança (troquei as que tínhamos, já compradas com eles 1a antes) em menos de 2 dias úteis. Caramba, vocês arrasaram muito. Fiz a surpresa que queria, muito obrigada, vocês não tem ideia da alegria que nos proporcionaram e de como serão sempre citados por mim como exemplo de empresa no tratamento com seus clientes. Parabéns! 









26 de novembro de 2016

Brincando de tartaruga

Calma galera das antigas isso só significa que vamos colocar a casa nas costas de novo rs. Enquanto as pessoas normais pensam no que vão levar, eu penso em como deixar mais coisa kkkk.

Morando em Curitiba e ajeitando as coisas pra mudança final pense numa pessoa que gosta de se iludir, sim, sou eu em breve. Até consultando DogHero já estou! Sou assim mesmo. Sempre lá na frente, rs. Se orçamento da mudança fiz em junho imagine! Duro mesmo está achar casar que acomode meu povo canino. Caramba, não achei que ia ter tanto trabalho com isso. Mas no final tudo se ajeita, já dizem Saulo e Veveta rs.

O resto tá resolvido. Vamos ter um micro evento que sou diferentona mesmo. Mês que vem conto tudo com mais detalhes, após o acontecido é óbvio. 

Bairros barrios - escolhidos (falta casa kkkkkk)
Escola - provavelmente ok
Mudança - deveria estar ok, mas o povo tem uma mania de não cumprir com a palavra que PQP... mas resolvo isso até semana que vem sem falta.
DogHero - tem bastante opção _/\_ #thanksChiquinho
Despedida de Ilha - Oqueizão!

Bora comigo, de novo: não mudar pelos próximos 5 anos pelo menos... ILUDIDAAAA
Tema musical do dia: Buena Vista...

1 de novembro de 2016

Não adianta negar

Dá frio na barriga sim! Passam milhares de coisas na cabeça sim! Até uma tensão dá! E o resto todo.

Nada demais, não muda muita coisa, mas muda. Pensando que não precisamos de nada, mas precisamos. Sou detalhista. Sou perfeccionista a fibromialgia me entrega. Não gosto do tradicional e nem do lugar comum. Mas nem tem como fugir totalmente. 

Temos ideias loucas e muito parecidas quase sempre. Quando discordamos o pau quebra, a vizinhança deve achar que tem gente morrendo... Nem Nero se mete, Zequinha corre logo pra dentro da casinha. Mas também quando estamos juntos emanamos vida. Não tem como negar, é visível e sentido por quem está próximo de nós.

Mas vamos tomar outro rumo nessa prosa que tem pós pra terminar logo, antes que não me permitam mais progredir na carreira... Mundo caindo e eu com a cabeça nas nuvens, aiai viu? Vamos para o dia-a-dia que o futuro já está encaminhado. Bora tentar viver o presente que é diário ;)

Enquanto isso vou de Veveta e Saulinho:
 
Se eu sei que no final fica tudo bem a
gente se ajeita numa cama pequena


<3

23 de outubro de 2016

Quanto custa sua relação?

Imensurável, diriam os românticos. Ah, custa muita coisa (inclua aí casa, montar casa, carro, poupança para viajar etc) diriam os racionais.

Prefiro o meio termo. Me peguei pensando o quanto gastamos para um momento e aí a conta vai: aquele vestido, aquela aliança, aquele sapato leia Melissa rs, aquela viagem de lua-de-mel...

Mas e o que interessa de verdade? Pra mim é a simbologia do momento, nada mais. Não passa de uma assinatura para mostrar para os outros que sim, estamos juntos de verdade e que uma criança fruto da construção dessa relação, do amor, é a maior comprovação do que um pedaço de papel. 

Algum dia quis muito casar de papel passado. Mas com o passar do tempo isso se tornou um acessório, um capricho, que perdeu o sentido de ser. O bloquinho colocado um sobre o outro todo dia na construção da vida em comum, fazendo com que a fortaleza que é a nossa relação (mesmo com todos os percalços) seja um diamante de tão forte é o mas importante pra mim. Demorei alguns um monte pra falar a verdade anos pra entender isso, mas com o desenrolar das coisas a ficha caiu. A ideia de ter que casar pra mostrar algo pra alguém me incomoda muito. Pra gente casamento sempre foi um momento pra reunir a galera e fazer um reggae pra todo mundo cair na bagaça. Ou seja, festejar a união e não apenas mostrar pra sociedade que após a assinatura daquele papel eles nos reconhecem como casal.

Parei pra perceber isso hoje, o quanto fiquei influenciada pelos hábitos sociais. Vestido, sapato, alianças, lingerie, convites, lembrancinhas...PARA TUDO! Vamos casar pra gente ou para os outros? Ok, uma roupa legal, alianças com todo o sentido de continuação (a simbologia) e um mimo para os que estarão conosco compartilhando desse momento como forma de agradecer por estarem ali e não como lembrança. Ninguém precisa lembrar a data que aconteceu, nem nós! Sempre usamos a data em que começamos a nos relacionar para marcar o início do nosso casamento pois pra gente sempre foi assim. A nossa união se deu a partir do momento em que decidimos ficar juntos e construir lado a lado a nossa vida. Uma hora um puxando, em outra levando o outro nas costas e sempre andando lado a lado para continuarmos em frente mas com a certeza de que somos 2 com objetivos em comum. Beatriz é a nossa maior aliança. Ela é o melhor não projeto nosso. 

Posso ter demorado para me dar conta do quão absurdas são as tradições (na sua maioria cristãs, com o respeito à religião) impostas a nós. Mas percebi e não vou apenas quebrar com protocolos e tradições. Vou fazer coisas que nos representam com toda nossa peculiaridade de família toska.

Um brinde aos reggaes que já fizemos e que ainda faremos juntos! Meu namarido, t'amu hoje!




 

2 de outubro de 2016

E aqui estou

Andei escrevendo outro dia sobre as dificuldades que tenho enfrentado na terra fria mas acabei perdendo em algum app desses que possuo não tenham vários parecidos senão acontece isso. Mas hoje é dia de eleição e como a maioria que me conhece sabe que eu ADORO política mudei o foco da escrivinhação.

Tenho título de eleitora desde que fiz 16 anos. Sempre achei que é uma forma de marcar meu posicionamento político poder votar. Hoje nem sei mais pra que ter título. Que foi golpe o impeachment de Dilma todo mundo sabe, até o golpista já declarou isso, mas e agora qual valor que tem eu ir às urnas? Me sinto fraca quanto a isso. Enquanto fazia campanhas acaloradas na Bahia, e até mesmo lá em SP, aqui fico da janela observando e pensando que daqui a dois anos terei que ter novamente um posicionamento pois meu título já estará devidamente transferido (esse ano não deu tempo).

Vejo um político dizendo que vomitou por causa do cheiro de pobre estar em primeiro lugar nas pesquisas e não consigo entender. É muita dificuldade cognitiva né povo alguns entenderão essa piadinha infame e interna ? Esse mesmo político doou pra sua campanha valor superior ao seu patrimônio declarado à justiça!!! E aí eu só lembro da célebre frase do governador da Bahia Otávio Mangabeira 'pense num absurdo! Na Bahia tem precedente.'. É que ele não viu no Paraná. 

Mas eu votaria no PSol esse ano aqui em Ctba. Pelo menos para prefeitura. Não sei vereador/a pois não conheço muita gente e nem suas propostas, coisa que pra 2018 já estou avaliando regionalmente. Pra 2018 já tenho candidato à presidência, e já votei nele antes no primeiro turno e no segundo em outro pois ele não disputou.

Mas vamos tirar esse corpo da cama pra ir justificar o que não sei se será mais um golpe, ou não. Desistir? Jamais!  

(...)Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, à própria morte. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada!(...)


 

18 de setembro de 2016

A dor que dói menos

Perdi pra dor. 

Uma semana sem meu remédio pra fibromialgia, que também é antidepressivo, e não aguento mais. Juro que tentei, mas não durmo, as dores estão acabando com minha tentativa de levar uma vida menos mal humorada. E uma vontade de chorar que não tô dando conta, tá demais.

O que vai será complicado é conviver com a dor do estômago até sair o resultado da biópsia e descobrir além de hemorragia e afins o que tenho e qual o tratamento.

Preciso criar coragem pra ir no ortopedista e ver se o cóccix está machucado mesmo adoro me iludir rs e se a pancada de ontem na mão diz algo mais, se meus joelhos já podem voltar a me aguentar numa pedalada ou corrida sei que voltar a jogar vôlei é lenda e em que grau está a condromalácia oremos e se o derrame derramou. Só rindo mesmo. Ah, tenho que ver meu tornozelo. Será que rola de tirar os pinos e a placa? Tenho sentido dor ali também, fora o inchaço. Peraê, o ombro! Será que a tendinite e a bursite estão menos pior?

Ah, minha enxaqueca... não consigo, é minha mesmo. Preciso de um neuro pra saber se preciso trocar o remédio, a dose já aumentei pois não tava mais fazendo efeito. Sei que não deveria, mas...

E tem ainda a... o... também tem... ah, falta... Prefiro nem ir olhar o fígado que tenho medo rs...

Mas se eu controlar a fibro juro que me sinto melhor. Queria voltar a nadar, a pedalar e ser feliz rs.

Entendeu? Não tente me julgar nunca. Além de não entender, vc não passa pelo que eu passo. E se passar, senta aqui, bora conversar, mantenha a calma que eu te entendo.

Sabe o que eu queria mesmo? Tomar todas e esquecer de tudo isso. Mas não posso porque pra me recuperar de uma ressaca levo uns 3 dias e fico mais fudida que antes, além da culpa kkkkkkkk

É tanta coisa que vamos por partes. Primeiro me livrar dessas dores, depois volto pra falar mais ;)


 

13 de setembro de 2016

Ah, sei lá

Que setembro complicado minha gente!

É mudança de data de prova de última hora e com isso meus michelzinhos gastos a mais. É contratempo me fazendo gastar michelzinhos extras...

Desde que decidi encarar a Pollyana como assim vc nunca ouviu falar desse livro? Reveja seus conceitos rs este mês têm sido o mais complicado e tirado minhas forças e paciência. Gente do céu, é um povo burro, mal educado cruzando meu caminho. Coisas estranhas pra ruim acontecendo... sei não. Mas, contudo, entretanto, todavia, creio que vai melhorar Pollyana feelings total agora.

Pense numa pessoa que teme a procrastinação! Prazer, eu! Mas ela me abraçou de um jeito que não consigo soltar. Antes eu tinha motivos pra não terminar a pós, estava em dedicação total para alguns concursos que eu ia/vou fazer, mas com a aproximação do término do prazo da pós tá batendo um desespero chato e conhecido. E setembro pra completar tá voando minha gente!!!

Demanda de um mundo de coisa, mas não tô dando conta de fazer o que é imprescindível. É pós, concursos, atividades, roller quer dizer, patinar kkk, trabalho, prova de Bia aqui... 

Algumas decisões que poderão mudar algumas coisas.

Então, lembrei de um livro sobre Economia Solidária bacaninha, tô lendo. Mas também tô lendo o livro que veio lá de Foz especialmente pra mim da biblioteca emprestado mas tá valendo. E tem 2 livros que tô lendo no e-reader, ou não? Agora fiquei na dúvida rs.

Ah! Sabia que começa mês que vem o horário de verão? 

Tô dizendo...rs

31 de agosto de 2016

Façamos uma primavera

Antes de 31 de agosto de 2016 quando ia chegando setembro sempre cantávamos aquela música do Beto Guedes 'Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos...', mas hoje estou mais pra Game Of Thrones e seu eterno e sombrio 'Winter Is Coming'.

Li pouca coisa durante o dia pra não ficar pior. Mas uma profunda tristeza insistiu em me invadir e me preencher de tal forma que até fome eu perdi. Achei por vários momentos que é a saudade dos meus, mas não. É a certeza de que teremos que usar a conjugação de um verbo que também indica tristeza. 

Hoje antes de sair para o trabalho lembrei que estava na mesma fase da Bia. Terminando o antigo primário (hoje fundamental I) e via meus colegas do tão aguardado ginásio irem para a manifestação pelo impeachment de Collor. 1992 foi o ano em que ele se acovardou e fugiu como um rato. Como se hoje não fosse H A H A H A! Lembro da grade que nos separava por sermos muito 'crianças' e eles como 'mais velhos' iriam participar de algum ato. Lembro da expressão no rosto de um amigo que trago até hoje, Danilo. Era uma alegria, uma euforia de participar de algo tão grandioso... E passei o dia me perguntando como explicar o que está acontecendo pra minha filha. Como dizer a ela que uma mulher que não tinha culpa enfrentou corruptos, ladrões, estupradores, torturadores, coronéis e não baixou a cabeça, não se vendeu e com isso foi declarada culpada?

É um misto de tristeza e pena o que sinto. Pena por ter tanta gente acreditando que agora o Brasil vai dar certo. Pena pelos mais pobres que serão durante golpeados, e pelos emergentes da classe média merda que vão cair em si em algum momento, pois não fazem parte daquele 1% mais rico desse país. 

E o medo me assombra. Medo de mais retrocesso nas nossas garantias trabalhistas, medo dos inquisidores e dos fiscalizadores de fiofó alheio. Estamos seguros em dizer/escrever o que pensamos? Podemos chamá-los de torturadores, ladrões, estupradores e assassinos da democracia livremente?

Por isso a partir daqui eu opto por um verbo e não um substantivo. Querida, não estará sozinha na batalha. Se eu cair, cairei atirando!

EU LUTO!



27 de agosto de 2016

Bicho do mato

Jamais me imaginaria assustada com a cidade grande. Poxa me mudei tanto! Justamente a terra fria me assustando?

Mas dia após dia buscando meu espaço, fazendo novos contatos, descobrindo paulistas (nos atraímos mesmo) e me adaptando à nova vida.
Sempre digo que visitar é diferente de morar, depois de quase 2 meses aqui tenho mais certeza disso. Não, não estou dizendo que não gosto daqui, continuo apaixonada pela Gotham.  

Entrei pra Liga de Roller Derby (esporte de contato sobre patins quad - aquele tradicional) mas ainda não manjo dos paranauês sobre rodas, mas curto as tardes de sábado com esse grupo que é super acolhedor (tem até mais uma nordestina! Uma recifense bem querida).
O pessoal do trabalho também me faz muito bem. Minha chefinha é um doce (de abóbora, que ela adora rs), meus colegas de setor são super gente boa (e até engraçados quando parecem durões) e ganhei uma nova amiga muito querida que trabalha no pedagógico, uma psicóloga (sempre tenho uma por perto hahahaha) com uma mega família e ainda têm cachorros! Não canso de me surpreender.

Estou tentando ir pra yoga no parque* nos finais de semana mas ainda não rolou, ou é reunião do sindicato ou chove, mas amanhã vou tentar de novo (ou hoje, acabei de olhar o relógio rs) se eu acordar a tempo. Não vou me cobrar nada, durante a semana acordo às 5h e final semana é para relaxar (não à toa que dei um grau no meu cafofo hoje).

Tudo isso ajuda no controle da fibromialgia (lógico que rolam mais de vários remédios e vitaminas rs) e me ocupam a mente.

Tenho ido ao cinema durante a semana que é mais em conta e mata minha saudade... como amo ir ao cinema sozinha! rs. Não que eu não ame os meus, mas se tem algo que gosto e faz parte de mim é ir ao cinema sozinha.

E os próximos planos? Se souber me conte, mas sempre teremos novidades, afinal a Terra não para de girar ;)

*Yoga no Parque



31 de julho de 2016

Festejar ou ajustar a vela?

4 anos desde a primeira postagem.

De lá pra cá já mudei 5x de casas, cidades, estados e mais vezes ainda de ideia.

Cheguei onde o sonhei a 6 anos atrás. Morar em Curitiba! Saldo disso? Muito prazer e muita frustração.


Ter tudo!!! E ter opção pra tudo! Isso é o que mais me encanta em voltar pra uma cidade grande. Seja opção de mercado, de farmácia sou narcodependente sim, ou já esqueceu da fibromialgia?, comprar orgânicos, comidas deliciosas...

O lado ruim? O medo. Medo de ser assaltada, medo de estupro, medo de sair à noite. O medo é o pior. Mas não se engane, eu não sou frouxa e nem flor que se cheire. Outra coisa que me surpreendeu negativamente morando em Ctba, pegar buzu. Gente, é F$&@#$ mesmo em Curitiba! Funciona, mas é complicado. Aquela onda dos tubos é de deixar a gente tonto. Mas tô me virando com um app o Moovit. Às vezes ele erra o horário do ônibus, mas geralmente funciona bem.

Outra coisa que aconteceu que P-R-E-C-I-S-O compartilhar. Nunca imaginei que ia me sentir constrangida em entrar em algum lugar. Já fui em restaurantes, hotéis e festas vip's (tenho bons contatos,rs) mas entrei num shopping aqui e quase girei nos calcanhares, explico.

Programei minha sexta pra ir no dentista de manhã, almoçar no shopping que é caminho e seguir para uma consulta. Até aí beleza. Desci do buzu e vi o dito cujo. Me lembrou o de Ribeirão Preto com muito vidro etc. Vi que o movimento estava fraco pra hora do almoço mas... Passei por 2 (duas) portas automáticas e um me deparei com um vão e um silêncio...Olhei para os lados vi algumas pessoas e lojas e mais lojas de grife. Digo novamente: LOJASSS DE REVISTA DE FAMOSOS E RICOS!

O que passou na minha cabeça na hora? Não ia ter uma praça de alimentação pra classe merda que nem eu. Passado o susto inicial, não tive coragem de me aproximar das vitrines pois sei que ali iam ter itens básicos pelo preço do meu salário bruto já com gratificação e transporte. Pra me incomodar mais ainda tinham carros expostos (Ferraris, BMW's, Audi's...). 

Sabe outra coisa que aconteceu? Os seguranças me acompanhavam com os olhos o tempo todo. Não estava desarrumada mas era a única afrodescendente no shopping. A não ser as pessoas que estavam de segurança, na limpeza... Mas não me intimidei por não estar com calça de marca, nem casaco da moda... fui dando uma volta (procurando uma escada rolante,rs) e vi uma loja de departamento mais phyna em promoção, entrei sim! Olhei, e quando saí tinha um segurança na porta me olhando. Segui meu rumo e subi a primeira, a segunda e avistei uma marca mais popular e vi a placa da praça de comida. Subi e tcharãããã! Muito lugar vazio, ok, mas tinha lanchonetes e restaurantes com preços de shopping mesmo. Escolhi, comi e fui dar outra volta pra matar  horário. Dava pra bater baba no shopping de tão grande e tão vazio que estava em plena sexta-feira em horário de almoço.

Vamos aos fatos:

Sim, sinto que sou discriminada, as pessoas me olham estranho muitas vezes inspiro medo/receio.
Sim, puxam a bolsa pra perto quando me sento, ou passo próximo.
Sim, seguranças me acompanham com os olhos (ou tão de perto que se assustam quando viro e dou de cara) dentro de lojas.

Mas...
Sim, existe amor em Ctba.
Sim, existem pessoas maravilhosas.
Sim, são fechados, mas nada que uma gracinha (ou leseira) não amoleça um coração aqui, outro ali.
Sim, é frio.
Sim, tem flores/sakura pelo caminho.
Sim, escolhi viver aqui.


Sim, aceito o que vier pra minha vida.



 

27 de junho de 2016

Que meus dedos fossem tão rápidos quanto meus pensamentos

Sabe quando você toma algumas decisões que adiou? Na verdade não são decisões e sim botar a mão na massa mesmo?

Se me acompanha a mais tempo já deve ter revirado os olhos com um de novo Mari? mas é. Só que ao invés de ficar propagando aos 4 ventos resolvi começar de verdade. Um hábito, um passo, uma mudança. Vai ter que acontecer mesmo! Não tenho escolha!

Nada de metas loucas mas objetivos a curto e médio prazo. Nada de programar um ano inteiro de... e sim os próximos 6 meses. Me viro melhor dessa forma. Tenho até dezembro pra fazer algumas coisas, mas já comecei no sábado. Fiquei mais introspectiva que o normal sim marido, aconteceram e acontecem muitas coisas na minha cabeça e tenho assumido algumas coisas que seriam impensáveis a algum tempo atrás. 

Tenho uma mega mudança em breve e ela está sim me dando medo. Mais do que eu gostaria, infelizmente.  São muitas incógnitas a serem resolvidas e pra quem me conhece um pouco mais sabe o quanto odeio coisas que não tenho controle, que não posso planejar. Quer acabar comigo? Me diga que pode ser  ou então o que estava decidido a 2 semanas não deverá ser dessa forma. Gente é de doer os ossos e nem tô falando da fibromialgia.

O plano que está em execução ou você acha mesmo que acabei com minhas noites à toa? já vinha sendo traçado a muito tempo, são os mesmo objetivos, mas agora com metas claras, ou me arrisco a dizer com um céu de brigadeiro de compreensão do todo.

Sabe aquela história de que se o Thomas Edison não houvesse tentado mais uma vez não ia ter criado a lâmpada mesmo tendo errado trocentas vezes antes? Ou então "Não sabendo que era impossível, foi lá e fez" que uns atribuem a  Jean Cocteau outros a Mark Twain. Desculpem-me quem falou mas me importa apenas o que significa, rs.

Mas hoje vou lançar 2 no universo que tô mega inspirada:
"Se for DIFÍCIL eu faço agora, no entanto, se for IMPOSSÍVEL vou precisar de mais 5 minutos."
"Tenho duas certezas na vida...Que hoje eu sei exatamente aonde quero chegar e que amanhã eu posso mudar de direção."

Dizem ser de Roberto Peggy, mas não tenho certeza. Mas repito o que importa pra mim hoje é a mensagem. 

Linda vida hoje! 

3 de junho de 2016

Não há mal que sempre dure

1 ano, 3 meses e 22 dias exatamente. Mas acabou!

Agora é começar de novo, conhecer gente nova, campus novo e seguir pra frente.

Ao que fica pra trás... Passei raiva, passei frio, passei perrengue. Levarei alguns amigos, aprendizado em convivência com outros e comigo mesma, sozinha. 

Me sinto mais forte enquanto ser humano mas me descobri mais frágil enquanto mulher. Sou mais maternal que acreditava ser. Sou mais família que acreditava ser. 

Obrigada pela paciência marido. Obrigada ao meu PDS por tudo e mais um pouco, rs. Obrigada a minha mãe por estar dando um suporte do lado de lá. B, mamãe sempre vai te amar e cuidar de você, mesmo a distância.


19 de maio de 2016

Férias? Iludida...

Adoro ficar sem horário. Poder dormir no meu gosto. Acordar quando bem entender. Lagartear na cama... Cortaaaa!

Filha estuda às 7h, os dogs precisam mijar na rua, marido tem aula também... e eu de férias, ô delícia! Cortaaaa!

É muita informação pra digerir em poucos dias de governo interino, meu sono não está tranquilo, muito pelo contrário, tenho tido medo de dormir e acordar com algo tão novo que seja mais surreal do que tudo que já está acontecendo.
Férias? Não lembro o que é isso. Dizem que serve pra descansar, passear... hummm, já sei! Aquilo que faço entre uma reunião e outra, num domingo eventual. 

Tenho que terminar 2 livros, escrever o pré - projeto da pós  eu não sei fazer nada meio gente. Tô sofrendo, só consigo escrever tudo de uma vez e terminá-la. Mas aí que estou cursando Cultura Afro-brasileira e o governo interino acabou com o MinC. Fiquei meio atordoada com isso. Não consigo aceitar. Gentennnn culturaaaa! Bibliotecas, teatro, cinema, memória de povos...

C - U - L - T - U- R - A

Era pra eu estar lendo e escrevendo, mas é tanta barbárie que não tô dando conta. E saber que tem gente que apoia? Aí dói paracaraleo.


Férias deveria ser descanso e não canseira.



 

14 de maio de 2016

E você achou mesmo que ia ser fácil?

De tanto o marido insistir para termos um aniversário meu diferente... Resolvi tentar fazer diferente. São 13 anos juntos, 1 só passamos juntos, mas ia ser diferente, poderia ser menos né? Vou fazer por período pra tentar não me perder.

Quinta à tarde

Meu celular pifou do nada não comprem Sony ok? e para uma longa jornada eu tava era lascada, viagens, reunião/seminário...

Quinta à noite 

Mandei um e-mail pra o marido saber que estava sem celular, mandei uma mensagem de texto de um celular peba velho que não aguenta 10 minutos ligado.
Cheguei na rodoviária de Barracão rumo a minha linda Curitiba para um dia de reunião sindical. Descobri que comprei o dia errado, ou seja... Tive que sentar no meio do buzão o que pra uma pessoa com 1,77m não é tão agradável assim. Beleza, consegui trocar a passagem ufa

Sexta madrugadinha/manhã

5h30min cheguei, reunião às 9h. Bora tomar um café pra esquentar e acordar. Mandei um e-mail para o marido saber que cheguei bem em Ctba. Fui ao banheiro trocar de roupa, frio, cansada e conheci 2 figuras também servidoras que estavam para um encontro sindical (uma delas tem uma mochila iguala uma minha que já sai sozinha de casa, pensei que era coincidência demais).
Fui para o endereço indicado e... mandaram o endereço errado. Pessoal super querido e chegam as figuras do banheiro da rodô. Aí tive mais que certeza que estava no lugar errado, as pautas eram diferentes.
Chegou o meu pessoal ufa não errei sozinha rs e fomos para a outra sede.
De repente no meio da reunião eu olhei o face (no note, não esqueçam que estava/estou sem celular) e minha colega mandando uma mensagem que o marido tinha ligado pro campus oi? ele não tinha lido os e-mail's. Ele entrou no face e todo preocupado brigando comigo pois não tinha notícias... beleza 2.


Sexta à noite
 
Fui pegar o buzu, os brodinhos me levaram até o ponto, que vai pro aeroporto e eis que ele atrasou 30 minutos. E eu que nunca peguei 1 engarrafamento em Ctba peguei 1 hora de lentidão monstra. Pensem numa pessoa morrendo de medo de perder o avião? Essa pessoa foi eu.
Cheguei a tempo inclusive de trocar de roupa isso mesmo, de novo, fique mudando de temperatura em menos de 24h e irá me entender pois o voo atrasou. Beleza 3.
Tapinha no vizu embarquei, cheguei. Conexão.
Olhei o cartão de embarque e li 'portão 4'. Sentei e vi que o pessoal estava entrando devagar e resolvi aguardar. Eis que ouço 'Chamada para embarque, senhora Mariana Pereira'. Pensei comigo 'ufa, que bom que não sou eu. Já pensou? Toda vez que paro em Congonhas me chamam pelo microfone'. Ô iludida... 'Senhora Mariana Pereira, última chamada para embarque Portão de número 3' velho aí fudeu! Caralho, eu sou Pereira só uso o Brandão, me perdoem pela falha, 48h no ar era outro portão, saí desbandeirada
Beleza 4.

Cheguei mega cansada e onde está Wally, digo o marido? Preocupei, afinal são 230km de casa até lá. E tome procurar um orelhão não comprem Sony ok? ligo e ele não recebe a cobrar. Lembrei que como mulher precavida que sou tinha pedido a mãe pra comprar um cartão telefônico e... tcharam. 'Amor vc tá onde?' Ele me esqueceu no aeroporto, entendeu errado o horário. 'tô chegando'. Liguei de novo P da vida e ele resolveu dizer que finalmente estava chegando de verdade. 
1 hora depois do meu desembarque ele chegou. E me queria de bom humor! Olha só. Eu dormindo em cima da mala... aiai. Beleza 5.

Calma que não acabou.

Isso já era hoje né? E fomos pro hotel reservado a mais de 1 semana. Nada do recepcionista aparecer. Quando aparece me diz que minha reserva tinha sido cancelada. Como assim???????? Pirei o cabeção de vez! Sem dormir, sem banho, cansada... Fomos procurar outro e o dobro do preço do primeiro.Entrei num site de reservas pelo celular dele que é bem devagar mas funciona. Thanks Samsung achei um que estava na conta mas era fora da cidade e lá fomos nós sentido Ilha dali a pouco ele pergunta o endereço e se deu conta que estávamos indo no caminho contrário. Voltamos uns 30km, acho que mais, quando chegamos a mulher com cara de %¨$# diz que a reserva não tinha entrado ainda. O marido vinha vindo com minha mala e as mochilas, a mulher diz que o hotel é térreo e para na porta o carro. Pensem na cara feliz dele. 
Perguntou se entregavam pizza lá aquele horário ela responde que não e ele puuuuuto me olhou com cara de bicho. Ia saindo e ela disse que tinham restaurante que serviam sopa, caldos e lanches. Ele aceitou, fomos pro quarto ele pediu uma canja e eu um sanduíche. 

Nada do chuveiro esquentar. Esquentou. Banho, deitei e puf. Apaguei.Chegou. A canja dele parecia uma galinhada com arroz, meu sanduíche horrível (sou dessas, acordo como, escovo os dentes e volto pra dormir). Ele descobre que tem pequi no meio do arroz e desistiu da galinhda/canja. Comeu o outro pedaço do sanduíche, aí eu não lembro pois já tinha escovado os dentes e dormido a essa altura.

Ah. Meu dia? 

Acordei às 4h30min com dor até o horizonte e além e de boa o resto. Quase igual aos outros. Com a diferença que estou sem Bia, com ele e os dogs.

E sim, ainda estou acordada e tão cansada que não sei se conseguirei dormir bem. 

Obrigada por ter feito meu dia tão diferente. Te amo, rs.

Eu x o resto do mundo

Quando vi divulgado na lista de auxílios o nome de um aluno que sei que precisa de verdade fiquei emocionada. Ano passado ele perdeu a bolsa por desinformação (medo, talvez, de perguntar) e me senti tão incompetente de não ter podido ajudar mais que corri coxia atrás de alguém que pudesse ajudá-lo. Não deu certo.
 
O quanto fico grata pela oportunidade de poder vivenciar isso acontecer, uma pequena ajuda que fará diferença. Hoje pela manhã fui às lágrimas, literalmente, com o marido me olhando estranho e eu comemorando a vitória do garoto sem dizer nada, meu coração estava em festa. 
 
Essa foi minha forma de ser feliz/comemorar hoje apesar de...

Sou de uma época no Cefet-BA/Ifba que os alunos tinham que se virar pra conseguir grana pra subir a ladeira do Barbalho de buzu, fazer lanche, almoçar muitas vezes, tirar xerox e sabe-se lá mais o quê. Além do 'lazer' rs.

Pra você que estudou no Maristas, no Salesiano, no Cândido Portinari, no Drummond, no Sartre, no PhD, no Nobel, no Mendel, no São Paulo, no IsBA e afins e não foi bolsista não entenderia jamais sobre isso. Ou não, a vida (entenda como quiser) pode ter te dado uma mãozinha e ter te ajudado a olhar além do umbigo.

Eu usei uma farda azul Smurf com muito orgulho, e entrei em duas oportunidades diferentes. Digo, três rs

Sou contra o governo usurpado. 
Sou contra as políticas de redução de incentivos à permanência aos estudantes adotadas pelo governo interino.
Sou a favor da escola pública, universal, gratuita e de qualidade!  
 
#SouIF #SouCEFET #SouETEF #SouServidoraDaEducação

8 de maio de 2016

Solita

É difícil entender a comunicação na tri fronteira pra quando se vem de uma terra tão tão longe Shrek em so so far kkkk. São descendentes de europeus falando português com expressões das terras de origem dos seus ancestrais, outros tantos brasileiros do resto do Brasil com expressões características de suas regiões de origem e os hermanos

Mas a ideia hoje é outra. Estar solita/sozinha num dia comercial como esse me fez acordar mais saudosa que ontem. Na verdade vi o dia chegar, lentamente por causa da estação. Demorei pra querer sair da cama. Nadei pela internet e li aqui e acolá as manifestações de carinho sendo espalhadas. Gosto disso apesar de... E de repente uma querida postou um vídeo da multifacetada Viviane Mosé que eu não conhecia. E deu aquele click! Ela fala justamente coisas que me perseguiram durante tanto tempo. Todo mundo têm seus monstros e os meus são relacionados aos estudos. 

Sem falsa modéstia sei que sou inteligente, tenho raciocínio lógico bom, rápido, sou articulada mas formei em faculdade particular. Entrei 2 vezes no antigo Cefet, hoje Ifba, mas abandonei as 2 vezes. Sabe aquele 'mas' que muitas vezes te persegue no esporte? Você corre mais que não sei quem mas não consegue superar não sei quem. Você bate um bolão mas nunca será um profissional. 

Esse é meu calcanhar de Aquiles, não me sentir segura diante do meu mas nos estudos e é aí que a minha musa a partir da descoberta, óbvio entra de com força. Tem uma frase que ela usou que está latejando na minha cabeça 'o que você aprende é nos corredores da escola'. Nunca me senti tão entendida como ali. Ao mesmo tempo bateu uma angústia de pensar o quanto essa agonia me atrasou. Deu vontade de achar todos os livros que não li e devorá-los, de ouvir todos os discos sou velha, antiquada e retrô sim que deixei pra trás por culpa de ter que fazer o que é obrigatório.

Mas ao mesmo tempo veio a tranquilidade de estar acertando com Bia. Ela tem a educação formal mas corre coxia fora da escola. Seja através da arte, do esporte ou da complementação dos estudos. Caramba estamos dando novo corredores pra ela aprender e apreender! E vou ter problema em casa, mas por mim ela continua na pública mesmo, aprendendo com a diversidade, olhando para fora do seu murinho de classe merda.

Então fui tomar café e vi a panela de pressão que queimei fazendo mugunzá (canjica aqui pro sul) pois estava/estou com a cabeça em outros lugares. Peguei um negócio de limpar grelha (totalmente não indicado rs) e comecei a limpá-la. Cara tá dando trabalho, furando meus dedos e fervilhando minha mente. Aí prestei atenção que quanto mais forçava na mesma direção a bucha mais demorava e mais me feria. Mudei a direção e melhorou...

Por enquanto é isso. Não pude exercer meu carinho de mãe e nem de filha hoje, mas não deixei de ser nenhum dos dois. Mas me tornei mais feliz. Cada dia um passo e chegarei no futuro.

Ah! Vivane Mosé e o tal vídeo inspirador, clica aqui.

Que venham as próximas inspirações e mudanças. Sou feita de amor, café quente e vinho frio.

B, mamãe te ama. 
Mãe, com todas as diferenças que nos separam o amor nos une.





3 de maio de 2016

Pessimista não, realista

Aí quando as coisas parecem que finalmente irão se acertar... tchibum maledeto inferno astral... aquela chuva inesperada que acaba com o cabelo que demorou uma eternidade pra arrumar, aquela maquiagem baphônica que nem você sabe como conseguiu fazer... tudo parece desmantelar a medida que a chuva aumenta e você não tem como se esconder.

Nessa hora você tem poucas opções, mas vamos analisá-las:

1. Senta e chora. Afinal depois de tanto trabalho, dinheiro investido não tem mais nada a perder se engane
2. Corre e corre o risco de se espatifar no chão, pois correr arrumada nunca foi seu forte avisei que poderia dar merda
3. Canta aquela música deixa chover ôôôô deixa a chuva molhar e se conforma que é isso mesmo gente feliz demais enche o saco
4. Faz tudo junto. Corre chorando, se espatifa, senta e canta?

Tô na pegada 4 atualmente. Vamos enfrentar essa chuva que pra isso tenho galochas, sombrinha, capa e se nada der jeito eu fico nua e aproveito a chuva.
 

10 de abril de 2016

Recomeçar

Tantos meses e nem sabia mais onde havia parado. Cá estou. Parada no mesmo lugar, mas com outras perspectivas e novidades.

Se a depressão passou? Se souber me diga. Não tenho mais certeza de nada.
Se resolvi meus problemas? Vixe, bem longe disso.
 O que eu vim fazer aqui? Também não sei, mas precisava recomeçar de novo, mais uma vez.

Que dificuldade recomeçar aqui. Nunca imaginei. 

Mas vamos às notícias do mundo de cá. Longe de casa. Sob constante medicação. Mais uma costura pra contar. Uma pós pra continuar. Saúde? Obrigada, não tô podendo beber rs. Trabalhando sim, sem comentários. A FM continua ligadinha hahahahaha. Basta eu passar uns 3 dias sem remédios que ela dá o sinal.

Bateu uma saudade da terrinha. Vixe que agonia que tem me dado. Até pensar em voltar de vez pensei mas já passou kkkkkk . 'O meu lugar é caminho de Ogum e Yansã...' já diria Arlindo Cruz. 

Tô aqui. E você, sentiu falta de mim?