31 de agosto de 2016

Façamos uma primavera

Antes de 31 de agosto de 2016 quando ia chegando setembro sempre cantávamos aquela música do Beto Guedes 'Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos...', mas hoje estou mais pra Game Of Thrones e seu eterno e sombrio 'Winter Is Coming'.

Li pouca coisa durante o dia pra não ficar pior. Mas uma profunda tristeza insistiu em me invadir e me preencher de tal forma que até fome eu perdi. Achei por vários momentos que é a saudade dos meus, mas não. É a certeza de que teremos que usar a conjugação de um verbo que também indica tristeza. 

Hoje antes de sair para o trabalho lembrei que estava na mesma fase da Bia. Terminando o antigo primário (hoje fundamental I) e via meus colegas do tão aguardado ginásio irem para a manifestação pelo impeachment de Collor. 1992 foi o ano em que ele se acovardou e fugiu como um rato. Como se hoje não fosse H A H A H A! Lembro da grade que nos separava por sermos muito 'crianças' e eles como 'mais velhos' iriam participar de algum ato. Lembro da expressão no rosto de um amigo que trago até hoje, Danilo. Era uma alegria, uma euforia de participar de algo tão grandioso... E passei o dia me perguntando como explicar o que está acontecendo pra minha filha. Como dizer a ela que uma mulher que não tinha culpa enfrentou corruptos, ladrões, estupradores, torturadores, coronéis e não baixou a cabeça, não se vendeu e com isso foi declarada culpada?

É um misto de tristeza e pena o que sinto. Pena por ter tanta gente acreditando que agora o Brasil vai dar certo. Pena pelos mais pobres que serão durante golpeados, e pelos emergentes da classe média merda que vão cair em si em algum momento, pois não fazem parte daquele 1% mais rico desse país. 

E o medo me assombra. Medo de mais retrocesso nas nossas garantias trabalhistas, medo dos inquisidores e dos fiscalizadores de fiofó alheio. Estamos seguros em dizer/escrever o que pensamos? Podemos chamá-los de torturadores, ladrões, estupradores e assassinos da democracia livremente?

Por isso a partir daqui eu opto por um verbo e não um substantivo. Querida, não estará sozinha na batalha. Se eu cair, cairei atirando!

EU LUTO!



27 de agosto de 2016

Bicho do mato

Jamais me imaginaria assustada com a cidade grande. Poxa me mudei tanto! Justamente a terra fria me assustando?

Mas dia após dia buscando meu espaço, fazendo novos contatos, descobrindo paulistas (nos atraímos mesmo) e me adaptando à nova vida.
Sempre digo que visitar é diferente de morar, depois de quase 2 meses aqui tenho mais certeza disso. Não, não estou dizendo que não gosto daqui, continuo apaixonada pela Gotham.  

Entrei pra Liga de Roller Derby (esporte de contato sobre patins quad - aquele tradicional) mas ainda não manjo dos paranauês sobre rodas, mas curto as tardes de sábado com esse grupo que é super acolhedor (tem até mais uma nordestina! Uma recifense bem querida).
O pessoal do trabalho também me faz muito bem. Minha chefinha é um doce (de abóbora, que ela adora rs), meus colegas de setor são super gente boa (e até engraçados quando parecem durões) e ganhei uma nova amiga muito querida que trabalha no pedagógico, uma psicóloga (sempre tenho uma por perto hahahaha) com uma mega família e ainda têm cachorros! Não canso de me surpreender.

Estou tentando ir pra yoga no parque* nos finais de semana mas ainda não rolou, ou é reunião do sindicato ou chove, mas amanhã vou tentar de novo (ou hoje, acabei de olhar o relógio rs) se eu acordar a tempo. Não vou me cobrar nada, durante a semana acordo às 5h e final semana é para relaxar (não à toa que dei um grau no meu cafofo hoje).

Tudo isso ajuda no controle da fibromialgia (lógico que rolam mais de vários remédios e vitaminas rs) e me ocupam a mente.

Tenho ido ao cinema durante a semana que é mais em conta e mata minha saudade... como amo ir ao cinema sozinha! rs. Não que eu não ame os meus, mas se tem algo que gosto e faz parte de mim é ir ao cinema sozinha.

E os próximos planos? Se souber me conte, mas sempre teremos novidades, afinal a Terra não para de girar ;)

*Yoga no Parque