8 de agosto de 2017

Resiliência hoje. Me repetirei isso amanhã

Estou em crise. Não existencial, crise de fibromialgia mesmo. Percebi ela chegando de mansinho na semana passada. Dores em alguns movimentos, incômodo durante o sono, pra vestir a roupa cotidiana estava sentindo desconforto e pimba! Senti dor até pra respirar no final de semana. Mas quando você acha que tá ruim pode ficar calma que ainda pode piorar... Enxaqueca de derrubar, nausear e enlouquecer veio de quebra.

É difícil explicar pra quem não sente dor como me sinto. Conto com a boa vontade, com a tolerância, o amor... Viver com quem tem fibromialgia não é para qualquer um e sobreviver com a fibromialgia é muito duro, difícil. Requer que tenhamos paciência com a nossa limitação física. Precisamos reaprender a fazer alguns movimentos rotineiros, não podemos esquecer de mudar de posição constantemente e aguardar o outro dia, pois sim, precisamos aguardar a nossa melhora. 

Precisamos guardar os abraços para outros dias, a pele dói. Qualquer contato físico é desesperador.

É angustiante pensar que é uma doença que não tem cura, que têm tantas pessoas que sofrem e não têm como se tratar e há tanto descaso com as nossas dificuldades. Tenho tido sorte com os médicos que estão me acompanhando, sim tenho mais meia dúzia de problemas distintos. Todos têm sido bem compreensivos com a situação e têm dado atenção. Isso é um regozijo para quem tem fibromialgia, ser compreendido e ter sua condição reconhecida.

As noites que deveriam ser tão reconfortantes não trazem alívio. É uma sequência de remédios para tentar: tentar ter um sono descansado, tentar um dia menos sofrido. Resiliência é a única coisa que me resta nesses dias tão mais longos. E que amanhã eu acorde melhor é o meu pensamento de todas as noites. 

Vai um recado para as pessoas (novas ou nem tanto) do meu convívio:

Caso eu não pareça tão disposta ou pareça que não estou te dando atenção tenha paciência. Muitas vezes mascaro com uma risada, uma brincadeira, pois sei que ter alguém do lado só reclamando é terrível. Trabalhar com pessoas já é difícil e ser uma pessoa detestável não melhora em nada nosso dia a dia. 

Paciência também com a minha memória. A doença faz com que eu esqueça de coisas cotidianas e muitas vezes meu esquecimento me coloca em situações desconfortáveis e por isso eu anoto no celular, no computador, no bloquinho, na agenda, na mão... E me relembre se for algo relevante. Agradeço.  

Se eu marcar algo e não aparecer e/ou acabar dando uma desculpa (não espere uma mentira e não entenda como grosseria), peço mais uma vez que me compreenda, posso ter tido tanta dor que não aguentei nem te mandar uma mensagem. Eu me importo com as pessoas e com os momentos mas a doença não. E as crises muitas das vezes são imperceptíveis no começo.

É isso! Hoje estou péssima, ontem acho que eu estava melhor, não lembro rs. Estou fazendo um curso presencial e no meio dele hoje meus braços não respondiam mais, nem com alongamento. Mas sobrevivi e estou aqui, escrevendo e me preparando para fazer mais uma tarefa de mais um curso on line, rs. Que as dores me permitam dormir. Que amanhã seja um bom dia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário